Rotineiramente, o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido us...

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Q3126919 Medicina
Rotineiramente, o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido usado para classificar o estado nutricional dos indivíduos. O IMC ≥30 Kg/m² é definido como obesidade, porém, é sujeito a críticas, principalmente em pacientes hospitalizados, quando deve-se levar em consideração a presença de edema ou ascite. Em relação aos métodos de avaliação da composição corporal do paciente obeso, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 
( ( ( ( ( ) A medida das pregas cutâneas tem limitações e está caindo em desuso.
(  ) A bioimpedância (BIA), em comparação à absorciometria (DEXA), iguala-se como método de avaliação da gordura visceral.
(  ) A DEXA é considerada padrão-ouro para medida de massa magra, principalmente para diagnóstico de sarcopenia.
( ) A medida de gordura corporal medida pela DEXA tem correlação com desfechos metabólicos independente do IMC.
(  ) A avaliação da área de gordura visceral por tomografia abdominal é imprecisa, porém, pode ser utilizada para análise secundária da composição corporal. 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas

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Tema central: O domínio das técnicas de avaliação da composição corporal é essencial para o médico nutrologista, principalmente no contexto da obesidade, onde o IMC pode não refletir precisamente a distribuição de gordura e a massa magra do paciente. Métodos avançados, como a DEXA e a tomografia computadorizada (TC), trazem informações críticas para orientação terapêutica e prognóstico.

Justificativa para a alternativa correta (Letra B):

(V) A medida das pregas cutâneas tem limitações e está caindo em desuso
A medição das pregas cutâneas, apesar de acessível, é limitada nos pacientes obesos por dificuldades técnicas de mensuração precisa e baixa reprodutibilidade. Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: "A utilização das pregas cutâneas na obesidade apresenta significativa limitação operacional e reduzida precisão". Por isso, seu uso tem diminuído.

(F) A bioimpedância (BIA) iguala-se à DEXA na avaliação da gordura visceral
Trata-se de um equívoco conceitual. A BIA tem valor na estimativa de gordura corporal total, mas sua capacidade de aferir gordura visceral é inferior à DEXA, que é considerada padrão ouro. Diretriz: "A DEXA apresenta melhor precisão para estimativa de gordura visceral" (AMB/CFM, p. 10).

(V) A DEXA é padrão-ouro para medida de massa magra no diagnóstico de sarcopenia
Correto. DEXA avalia massa muscular esquelética com alta acurácia, baseando-se principalmente nos critérios diagnósticos de sarcopenia recomendados por sociedades internacionais (ex: EWGSOP).

(V) A gordura corporal pela DEXA correlaciona-se com desfechos metabólicos, independente do IMC
Exato! A DEXA consegue identificar riscos metabólicos independentemente do IMC, pois mede diretamente compartimentos de gordura, diferentemente do IMC que não distingue entre massa magra e gorda.

(F) TC abdominal é imprecisa para área de gordura visceral
Incorreto. A TC é o método mais preciso para avaliar gordura visceral, sendo o padrão para estudos, principalmente em pesquisas clínicas. Dizer que é “imprecisa” é um erro grave.

Pontos importantes e pegadinhas:

Cuidado com afirmações absolutas sobre métodos antigos (“desuso” não significa inutilidade). Atenção ao diferenciar métodos de avaliação global da composição corporal (bioimpedância) daqueles que detalham compartimentos específicos (DEXA, TC). Lembre-se: algumas provas tentam confundir a especificidade dos métodos, exigindo interpretação minuciosa das palavras empregadas.

Resumo das marcas de cada assertiva:
B) V – F – V – V – F

Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: “A DEXA e a tomografia são métodos precisos para análise da composição corporal e gordura visceral, sendo superiores à bioimpedância e às pregas cutâneas nas populações obesas” (p. 11-12).

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Comentários

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  1. "A medida das pregas cutâneas tem limitações e está caindo em desuso."
  2. Verdadeiro
  3. A avaliação por dobras cutâneas tem limitações, especialmente em indivíduos obesos, devido à dificuldade em obter medidas precisas. Além disso, métodos mais modernos, como a bioimpedância elétrica (BIA) e a absorciometria de raio-X de dupla energia (DEXA), estão substituindo essa técnica.
  4. "A bioimpedância (BIA), em comparação à absorciometria (DEXA), iguala-se como método de avaliação da gordura visceral."
  5. Falso
  6. A BIA tem limitações na avaliação da gordura visceral, pois estima a composição corporal com base na condutividade elétrica dos tecidos. Já a DEXA, embora seja excelente para medir gordura corporal total e massa magra, também não é o melhor método para gordura visceral. O padrão mais preciso para essa avaliação é a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM).
  7. "A DEXA é considerada padrão-ouro para medida de massa magra, principalmente para diagnóstico de sarcopenia."
  8. Verdadeiro
  9. A DEXA é amplamente utilizada para avaliar a massa magra e diagnosticar sarcopenia, pois permite medir com precisão a composição corporal segmentada, diferenciando massa óssea, gordura e músculo.
  10. "A medida de gordura corporal medida pela DEXA tem correlação com desfechos metabólicos independente do IMC."
  11. Verdadeiro
  12. Estudos mostram que a distribuição da gordura corporal (especialmente a gordura visceral) é um fator preditor de doenças metabólicas, independentemente do IMC. A DEXA, ao avaliar essa distribuição, tem boa correlação com risco metabólico.
  13. "A avaliação da área de gordura visceral por tomografia abdominal é imprecisa, porém, pode ser utilizada para análise secundária da composição corporal."
  14. Falso
  15. A tomografia computadorizada (TC) é um dos métodos mais precisos para avaliar a gordura visceral, sendo considerada padrão-ouro para essa análise. Portanto, não é correto afirmar que é imprecisa.

V – F – V – V – F



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