A terapia com radioiodo (I131) NÃO está indicada no seguint...
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Tema central: A questão explora as indicações e contraindicações da radioiodoterapia (I-131) em doenças da tireoide, especialmente em cenários pós-cirúrgicos e neoplasias diferenciadas.
Justificativa da alternativa correta (E): Pacientes submetidos apenas à lobectomia+istmectomia por carcinoma papilífero de 2 cm não apresentam indicação rotineira para radioiodoterapia. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer): “A complementação terapêutica com iodo radioativo deve ser sempre utilizada em pacientes com carcinomas bem diferenciados (considerados de alto risco) e submetidos à tireoidectomia total.” Assim, tumores <4cm, confinados na glândula, sem fatores de risco, e tratados com cirurgia conservadora, não se beneficiam de tratamento adjuvante com I-131.
Análise das alternativas incorretas:
A) Paciente com recidiva após tireoidectomia near total. Indicação mantida para radioiodo, visando ablação de tecido restante produtor de hormônio.
B) Recidiva após 8 meses da primeira radioiodoterapia. Repetição do radioiodo é possível e prevista em casos específicos, desde que exista evidência de atividade glandular residual.
C) Idoso com doença de Plummer (nódulo tóxico). Radioiodo é tratamento de escolha para hipertireoidismo em idosos e portadores de comorbidades cardíacas, segundo SBEM e ATA.
D) Tireoidectomia total por carcinoma folicular maior que 1 cm. Situação típica de indicação de radioiodo adjuvante para remanescentes e possível doença subclínica.
Dica de interpretação: Atente sempre ao tipo do procedimento cirúrgico e características do tumor (tamanho, localização, agressividade). Nessas questões, é comum a “pegadinha” de sugerir radioiodoterapia para tumores pequenos e em pacientes submetidos a cirurgias não-extensas, onde o risco/benefício não justifica a terapia, conforme as diretrizes.
Protocolos relevantes: De acordo com a SBEM e Ministério da Saúde, radioiodoterapia é reservada a alto risco ou doença residual após tireoidectomia total (Protocolos PCDT, SBEM, ATA 2016/Tireoide, INCA Protocolo 2023). Microcarcinomas e carcinomas confinados à tireoide, tratados conservadoramente, geralmente não requerem radioiodoterapia (ATA 2016, sec. 50-52).
Resumo final: Alternativa E é a correta pois radioiodo não está indicado para microcarcinoma papilífero operado sem tireoidectomia total, ausência de fatores de risco ou doença persistente. Isso está amplamente de acordo com as principais diretrizes nacionais e internacionais.
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