O carcinoma do canal anal representa uma doença cuja abordag...

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Q3057404 Medicina
O carcinoma do canal anal representa uma doença cuja abordagem terapêutica evoluiu notavelmente nos últimos trinta anos em função dos resultados de preservação da função esfincteriana. Até a década de 1970, o carcinoma do canal anal era tradicionalmente tratado através de procedimentos cirúrgicos que removiam o esfíncter anal. O carcinoma do canal anal constitui um dos primeiros tumores sólidos em que o tratamento cirúrgico foi eficazmente substituído por técnicas conservadoras. Essa mudança ocorreu, principalmente, após um esquema terapêutico proposto por Norman Nigro. O esquema inicial proposto por Nigro, que veio a ser chamado posteriormente de Protocolo Nigro, consistia em radioterapia associada à quimioterapia com: 
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Tema central: O foco da questão é o Protocolo Nigro no tratamento do carcinoma do canal anal, enfatizando a evolução para terapias conservadoras que preservam a função esfincteriana.

Justificativa da alternativa correta (C):
O Protocolo Nigro, criado na década de 1970, revolucionou o tratamento do carcinoma do canal anal ao substituir a cirurgia radical (que resultava em colostomia permanente) por quimiorradioterapia, combinando 5-fluoruracil (5-FU) e mitomicina C. Segundo as Diretrizes da SBOC 2025 – Seção “Tratamento do Carcinoma de Canal Anal”: “O tratamento padrão para o carcinoma de células escamosas do canal anal é a quimiorradioterapia combinando 5-fluoruracil e mitomicina C, conforme estabelecido pelo Protocolo Nigro.”

Estudos atuais mostram que essa abordagem aumenta a preservação do esfíncter e mantém índices de cura equivalentes ou superiores à cirurgia. Portanto, C) 5-fluorouracil e mitomicina C é a resposta correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Cisplatina e irinotecano: Não fazem parte do Protocolo Nigro. Embora a cisplatina já tenha sido estudada, não mostrou benefícios superiores ao padrão 5-FU + mitomicina C nas diretrizes atuais.

B) 5-fluoruracil e oxaliplatina: A oxaliplatina não compõe o tratamento padrão do carcinoma anal. Seu uso é reservado para ensaios clínicos e contextos metastáticos, não como terapia inicial do canal anal.

D) Mitomicina C e oxaliplatina: Novamente, ausência do 5-fluoruracil, considerado essencial nas combinações eficazes e recomendadas.

Dica para provas: Quando a questão envolver protocolos clássicos ou históricos (como Nigro), priorize decoreba literal dos fármacos envolvidos nos principais manuais (especialmente quando alternativas incluem drogas oncológicas diversas). Atenção ainda às pegadinhas de trocar ou omitir fármacos básicos do regime padrão!

Fontes confiáveis e recomendadas: Diretrizes SBOC 2025, UpToDate, Manual de Oncologia Clínica do INCA, Harrison’s Principles of Internal Medicine. Todos reforçam a combinação 5-FU + mitomicina C como referência histórica e atual.

Resumindo: O tratamento padrão do carcinoma do canal anal, segundo diretrizes e protocolos renomados, é quimiorradioterapia com 5-fluoruracil e mitomicina C (alternativa C), proporcionando preservação da função anal e melhores resultados de qualidade de vida.

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