A incontinência fecal é uma condição incapacitante e, por...

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Q3057402 Medicina
A incontinência fecal é uma condição incapacitante e, por vezes, subestimada, cujo tratamento cirúrgico envolve a detecção de defeitos esfincterianos através do exame clínico e métodos de fisiologia anorretal. Várias técnicas de reconstrução esfincteriana foram desenvolvidas visando ao tratamento da incontinência fecal. A cirurgia de Parks para a correção dessa condição consiste em:
Alternativas

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Tema central: A questão trata da abordagem cirúrgica da incontinência fecal, condição debilitante muitas vezes associada à lesão traumática dos esfíncteres anais, principalmente em partos ou procedimentos cirúrgicos. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, conforme o comprometimento anatômico e funcional do esfíncter anal.

Justificativa da alternativa correta – C:
A cirurgia de Parks, conhecida tecnicamente como esfincteroplastia, consiste na sobreposição das fibras musculares esfincterianas rompidas ou lesadas, promovendo sua reconstrução anatômica. Esse procedimento visa restaurar a continência ao possibilitar que o esfíncter recupere sua atividade contrátil, melhorando o controle fecal.
Segundo o MSD Manual para Profissionais de Saúde: "Um defeito no esfíncter avaliado por ultrassonografia endoscópica pode ser suturado diretamente..."
Diretrizes internacionais (UpToDate, American Society of Colon and Rectal Surgeons) indicam a esfincteroplastia como tratamento de escolha em lesão esfincteriana identificada.

Análise das alternativas incorretas:

A) Transposição estimulada do músculo grácil refere-se à construção de um neoesfíncter usando o músculo da coxa, método reservado para falhas de técnicas convencionais, não sendo o procedimento de Parks.

B) Sepultamento do reto com colostomia de derivação é conduta extrema, utilizada em casos refratários, geralmente irreversíveis e incompatível com a proposta restauradora da esfincteroplastia de Parks.

D) O implante de anel de polipropileno para neoesfíncter não faz parte da técnica de Parks nem é conduta de rotina. Seu uso é experimental e pouco empregado na prática clínica para essa finalidade.

Ponto-chave da prova: O detalhamento da abordagem cirúrgica deve ser analisado criticamente, diferenciando procedimentos restauradores dos radicais ou alternativos.
Fique atento a termos como "sobreposição das fibras", pois são indícios da técnica de esfincteroplastia de Parks.

Dica de prova: Sempre relacione o nome do procedimento a sua técnica anatômica.

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