Paciente natural e procedente de Urupema-SC, sexo feminino, ...

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Q3835723 Medicina
Paciente natural e procedente de Urupema-SC, sexo feminino, 25 anos, relata fadiga há 1 semana, com piora progressiva. Ao exame físico, hipocorada, ictérica ++/4+, eupneica, ausculta pulmonar normal, espaço de traube ocupado. Exames laboratoriais revelaram: Ht 21%, VCM 98, bilirrubinas totais 6.5mg/dL, bilirrubina indireta 5.0 mg/dL, TGO = 26 U/L, TGP 30 U/L, DHL 550U/L.
Levando em consideração a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que corresponde à conduta terapêutica inicial mais adequada. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso reúne anemia importante, icterícia por bilirrubina indireta elevada, DHL aumentada e esplenomegalia, configurando síndrome hemolítica extravascular compatível com anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes; nessa hipótese, a conduta terapêutica inicial padrão é prednisona 1 mg/kg/dia.

Tema central: Anemia hemolítica autoimune
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como melhor conduta inicial isolada porque transfusão de concentrado de hemácias é medida de suporte, não tratamento específico da hemólise autoimune presumida. O enunciado não descreve instabilidade hemodinâmica, hipóxia, angina, insuficiência cardíaca ou outra emergência transfusional que faça da hemotransfusão a resposta principal. O erro é confundir gravidade laboratorial da anemia com tratamento etiológico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o conjunto clínico-laboratorial sustenta hemólise extravascular imunomediada como hipótese mais provável, e o tratamento inicial clássico da anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes é corticosteroide sistêmico. A prednisona em torno de 1 mg/kg/dia é a medida que atua sobre o mecanismo presumido da hemólise. Mesmo sem Coombs direto no enunciado, a lógica da questão se apoia na síndrome hemolítica com esplenomegalia e hiperbilirrubinemia indireta.
C
Errada
Está errada porque esplenectomia não é terapia inicial de rotina na anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes. Seu papel é de segunda linha, em casos refratários ou recidivantes. A presença de esplenomegalia aponta para hemólise extravascular, mas não indica retirada imediata do baço.
D
Errada
Está errada porque transplante de medula óssea não corresponde ao tratamento da anemia hemolítica autoimune adquirida típica sugerida pelo caso. Há incompatibilidade entre a doença presumida e a modalidade terapêutica proposta.
E
Errada
Está errada porque plasmaférese não é tratamento inicial padrão da anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes. Essa conduta é mais associada a urgências hematológicas específicas, como microangiopatias trombóticas. O enunciado não traz trombocitopenia, disfunção neurológica, disfunção renal ou outros dados que sustentem esse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de escolher transfusão apenas pelo hematócrito de 21%, ignorando que a questão pede a conduta terapêutica inicial mais adequada para a hipótese diagnóstica mais provável; aqui, o ponto decisivo é tratar a hemólise autoimune presumida, não apenas corrigir o número.
Dica para questões semelhantes
  • Anemia + bilirrubina indireta elevada + DHL aumentada devem fazer pensar primeiro em hemólise.
  • Esplenomegalia favorece hemólise extravascular e, em prova, costuma sustentar anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes quando não há sinais de microangiopatia ou falência medular.
  • Na AHAI por anticorpos quentes, a primeira linha é corticoterapia sistêmica; esplenectomia fica para refratariedade ou recidiva.
  • Transfusão em hemólise pode ser necessária em situações clínicas graves, mas não substitui a terapia específica do mecanismo causal.

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