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Q3835721 Medicina
Assinale a alternativa capaz de diferenciar, nas fases iniciais, a leucemia mieloide crônica das outras síndromes mieloproliferativas. 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão pede o achado laboratorial clássico que diferencia a LMC nas fases iniciais das outras síndromes mieloproliferativas. Pela base de decisão, a fosfatase alcalina dos neutrófilos (FAN/LAP) encontra-se reduzida na LMC e é o critério distintivo entre as alternativas.

Tema central: Diferencial inicial da LMC
Análise das alternativas
A
Errada
Fibrose de medula óssea não é marcador diferencial inicial de LMC. Ela é mais característica da mielofibrose primária e pode surgir em evolução de outras neoplasias mieloproliferativas, portanto tem baixa especificidade para distinguir LMC nas fases iniciais.
B
Errada
A contagem de reticulócitos avalia resposta eritropoiética e não o padrão do clone mieloide que diferencia a LMC das outras síndromes mieloproliferativas. Não é exame dirigido para esse diagnóstico diferencial.
C
Errada
Esplenomegalia é frequente na LMC, mas também ocorre em outras síndromes mieloproliferativas, como policitemia vera e mielofibrose primária. Por ser achado clínico comum dentro desse grupo, não diferencia especificamente a LMC nas fases iniciais.
D
Errada
Transformação maligna é evento evolutivo, não critério diagnóstico de apresentação inicial. Além disso, outras neoplasias mieloproliferativas também podem evoluir com transformação leucêmica, o que exclui seu valor diferencial específico para LMC precoce.
E
Certa
A fosfatase alcalina dos neutrófilos é o único item listado com valor diferencial clássico para LMC nesse contexto. Na hematologia clássica, a FAN/LAP baixa é associada à LMC e ajuda a distingui-la de outras causas de mieloproliferação ou leucocitose. Por isso, entre as opções apresentadas, é o dado que efetivamente separa a LMC nas fases iniciais das demais síndromes mieloproliferativas. Isso não significa que a FAN, isoladamente, confirme o diagnóstico etiológico na prática contemporânea; aqui ela é o critério clássico de prova cobrado pela banca.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: fazer o candidato marcar esplenomegalia por ser muito lembrada na LMC, embora seja inespecífica entre as síndromes mieloproliferativas, e esquecer que a questão pede um critério clássico de diferenciação inicial, não o exame confirmatório contemporâneo da LMC.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta pedir diferenciação inicial clássica da LMC, procure marcador laboratorial tradicional, não achado clínico inespecífico.
  • Entre achados compartilhados por várias síndromes mieloproliferativas, como esplenomegalia e fibrose, nenhum serve como melhor diferencial específico da LMC inicial.
  • Quando o enunciado destacar fase inicial, descarte alternativas que descrevem complicação evolutiva, como transformação maligna.
  • FAN/LAP baixa aponta para o raciocínio clássico de prova em LMC, mas não deve ser confundida com método confirmatório etiológico atual.

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