A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de alterações meta...
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Tema central: A Síndrome Metabólica (SM) é um agrupamento de fatores de risco cardiometabólicos, com base fisiopatológica em resistência à insulina e obesidade visceral, associados a inflamação subclínica e disfunção endotelial. Critérios diagnósticos clássicos (NCEP-ATP III/AHA-IDF): presença de ≥3 entre: circunferência abdominal aumentada (pontos de corte por etnia), triglicerídeos ≥150 mg/dL, HDL baixo, PA ≥130/85 mmHg ou tratamento, glicemia de jejum ≥100 mg/dL ou tratamento.
Alternativa correta: D — Justificativa: O manejo da SM é multifatorial. Além de mudanças intensivas de estilo de vida, frequentemente são necessários fármacos direcionados a cada componente: sensibilizadores de insulina (ex.: metformina; tiazolidinedionas em casos selecionados) para reduzir hiperglicemia; anti-hipertensivos (preferência por IECA/BRAs, especialmente se DM/albuminúria); e hipolipemiantes (estatinas como base; fibratos/ômega-3 para hipertrigliceridemia). Diretrizes AHA/NHLBI, IDF e revisões do UpToDate/Harrison’s corroboram essa conduta.
Por que as outras estão incorretas?
A — Afirma que SM reduz mortalidade. Falso. A SM aumenta risco de eventos cardiovasculares e mortalidade geral (RR ~1,5–2), conforme metanálises e diretrizes AHA/IDF.
B — Diz que não há componente genético. Falso. Há herdabilidade dos componentes (PA, adiposidade, lipídios, glicose) e polimorfismos em vias de sinalização da insulina/adipocinas. O risco resulta da interação genética + ambiente (Harrison’s; UpToDate).
C — Atribui ausência de benefício à atividade física. Falso. Exercício aeróbico e resistido melhora sensibilidade à insulina, reduz PA, TG, aumenta HDL e diminui gordura visceral, mesmo sem grande perda de peso. Ensaios DPP e DPS mostram redução de 30–58% na progressão para DM2 com mudança de estilo de vida.
Conduta prática (provas e clínica):
- Base: redução calórica, padrão DASH/Mediterrânea, perda de 5–10% do peso, 150–300 min/sem de exercício + treino resistido.
- Glicose: metformina (1ª linha), considerar GLP-1 RA ou SGLT2 em obesidade/risco CV.
- PA: IECA/BRAs; metas individualizadas.
- Lípides: estatina conforme risco; fibrato se TG muito elevados.
- Obesidade: farmacoterapia antiobesidade e cirurgia bariátrica em critérios apropriados.
Estratégia para a prova: desconfie de absolutismos como “diminui mortalidade”, “nenhum componente genético” ou “não apresenta benefícios”. Em SM, lembre o tripé terapêutico: estilo de vida + controle pressórico + controle lipídico/glicêmico.
Referências-chave: AHA/NHLBI e IDF (critérios e manejo); OMS; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; DPP/DPS (estilo de vida).
Gabarito: D
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