Em relação às neoplasias da tireoide, analise atentamente o...
I. O carcinoma folicular, incluindo a variante das células de Hürthle, representa cerca de metade dos cânceres de tireoide. É mais comum em pacientes jovens e em regiões com deficiência de iodo. É menos maligno que o carcinoma papilífero, sendo incomum a disseminação hematogênica e metástase a distância.
II. Carcinoma Anaplásico é um câncer indiferenciado que responde por cerca de 1% dos tumores de tireoide. Ocorre principalmente em idosos, sendo pouco mais frequente em mulheres. O tumor caracteriza-se por crescimento rápido e doloroso.
III. Tumores de tireoide podem se desenvolver em indivíduos expostos à radiação ambiental em grande quantidade, como ocorre como resultado de explosões atômicas, acidentes em reatores nucleares ou irradiação acidental da tireoide durante a radioterapia. Os tumores podem ser detectados 10 anos após a exposição, mas o risco permanece aumentado por 30 a 40 anos.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns)
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Tema central: neoplasias da tireoide, com foco em epidemiologia, padrão de disseminação e fatores de risco (radiação). Saber diferenciar os principais tipos — papilífero, folicular (inclui oncocítico/Hürthle) e anaplásico — é essencial para provas.
Gabarito: Alternativa C — Itens II e III corretos.
Por que o item II está correto? O carcinoma anaplásico é indiferenciado, raro (~1–2%), típico de idosos, ligeiramente mais comum em mulheres, com crescimento muito rápido, doloroso e sintomas compressivos (disfonia, dispneia). Prognóstico é reservado. Referências: ATA/UpToDate; Harrison’s.
Por que o item III está correto? A radiação ionizante aumenta o risco de câncer de tireoide (sobretudo papilífero). Após exposições como acidentes nucleares/terapia, os tumores podem aparecer a partir de ~5–10 anos, e o risco permanece elevado por décadas (30–40 anos). Evidência dos acidentes de Chernobyl e dados de coortes; ATA 2015; UpToDate.
Por que o item I está incorreto?
- Frequência: carcinoma papilífero é o mais comum (~80–85%). O folicular representa ~10–15%. Logo, não é metade dos cânceres.
- Faixa etária: FTC é mais comum em adultos de meia-idade/idosos, não especialmente em jovens.
- Iodo: FTC é relativamente mais prevalente em áreas com deficiência de iodo (isso é verdade), mas não corrige os demais erros.
- Agressividade/disseminação: dizer que é “menos maligno” que o papilífero está equivocado; o prognóstico do FTC é em geral pior que o do PTC. Além disso, o FTC tem disseminação hematogênica típica (pulmão, osso) — não é incomum — enquanto o PTC dissemina mais por via linfática. A variante Hürthle/oncocítica tende a ser mais agressiva e menos ávida por radioiodo.
Como acertar este tema na prova:
- Memorize a tríade: PTC = mais comum, linfonodal; FTC = hematogênico; ATC (anaplásico) = rápido e agressivo.
- Radiação ionizante: aumenta risco de PTC, latência anos e risco prolongado por décadas.
- Cuidado com a pegadinha “FTC menos maligno”: em geral, pior prognóstico que PTC.
Análise das alternativas:
- A (apenas III): incorreta, pois o II também é verdadeiro.
- B (I e III): incorreta, pois o I é falso.
- D (I, II e III): incorreta, pois o I é falso.
- C (II e III): correta.
Referências rápidas: American Thyroid Association (2015) – Management of Differentiated Thyroid Cancer; UpToDate – Differentiated thyroid cancer: Epidemiology; Anaplastic thyroid cancer: Clinical features; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
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