Os agroecossistemas do semiárido brasileiro são caracterizad...
Os agroecossistemas do semiárido brasileiro são caracterizados por apresentarem limitações ao desenvolvimento produtivo. Esse fato se deve às condições edafoclimáticas e à ausência de tecnologias adequadas à realidade local. Outro fator a ser considerado, dentro do contexto dos desafios para o desenvolvimento produtivo das regiões semiáridas, é o alto índice de vulnerabilidade socioeconômica, tendo-se em vista a ocorrência de desigualdades na distribuição de terras e na concentração de rendas. Por isso torna-se pertinente a compreensão dos aspectos que caracterizam o semiárido, para que se promovam políticas de convivência com esse ambiente, através da adoção de práticas agrícolas sustentáveis.
(BARROS, José Deomar de Souza; PORDEUS, Alexson Vieira. Agricultura no seminário brasileiro: desafios e potencialidades na adoção de práticas agrícolas sustentáveis. CONDIS: I Congresso Internacional da Diversidade do Semiárido, 2016.)
Como apresentado no texto, o ecossistema semiárido já foi um dos maiores desafios na produção agrícola do Brasil. Em diversas regiões do semiárido brasileiro, famílias agricultoras têm adotado, atualmente, sistemas agroecológicos integrados, combinando produção de alimentos, recuperação do solo e uso de cisternas para captação de água da chuva. Essa estratégia tem reduzido a dependência de insumos externos e promovido a segurança alimentar. Essa experiência está associada a qual diretriz central do desenvolvimento sustentável?
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Alternativa correta: D - Valorização de saberes locais, preservação dos recursos naturais e justiça social.
1. Tema central: a questão trata da diretriz central do desenvolvimento sustentável aplicada ao semiárido: práticas agroecológicas integradas que unem produção de alimentos, recuperação do solo e captação de água (cisternas).
2. Resumo teórico: desenvolvimento sustentável envolve satisfazer necessidades atuais sem comprometer as gerações futuras (Relatório Brundtland, 1987). Em agricultura, a agroecologia promove uso eficiente de recursos, preservação ambiental e equidade social (FAO — “10 Elements of Agroecology”). No semiárido, isso inclui tecnologias apropriadas (cisternas, práticas conservacionistas) e reconhecimento do conhecimento local (saberes tradicionais).
3. Fontes relevantes (exemplos): Relatório Brundtland (1987); FAO — Agroecology (2018); Programas brasileiros como Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) são exemplos práticos de convivência com o semiárido.
4. Justificativa da alternativa correta: A alternativa D reúne os três pilares do desenvolvimento sustentável aplicados ao caso: valorização de saberes locais (práticas adaptadas à realidade), preservação dos recursos naturais (recuperação do solo, gestão da água) e justiça social (redução da vulnerabilidade socioeconômica). Esses elementos explicam por que sistemas agroecológicos integrados promovem segurança alimentar sustentável.
5. Por que as outras alternativas estão erradas:
A - Incentivo à monocultura intensiva: contraria a conservação do solo e da água e aumenta dependência de insumos — oposto à agroecologia.
B - Expansão de agroindústrias com uso intensivo de água: insustentável no semiárido; piora a escassez hídrica e a vulnerabilidade.
C - Substituição da agricultura familiar por mecanização em larga escala: elimina saberes locais e reduz justiça social; tende a aumentar concentração fundiária e vulnerabilidade.
6. Estratégia de interpretação: busque termos que indiquem sustentabilidade ampla (ambiental + social + econômica). Em enunciados sobre convivência com ambientes frágeis, prefira alternativas que mencionem tecnologias apropriadas e valorização local, e descarte opções que proponham expansão intensiva de recursos ou substituição social/econômica.
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