“Já pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas informaç...
As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
(Texto)
Os benefícios de se ter acesso a todos os dados do paciente
1 Você já passou dos 50 ou 60 e começa a preencher
um questionário com seus dados de saúde. Ou está
na frente do doutor para uma primeira consulta. Já
pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas
5 Informações? Não seria multo melhor se houvesse
um único arquivo que, mediante sua autorização,
pudesse ser acessado e disponibilizasse o histórico
de suas doenças, medicamentos de uso continuo,
hospitalizações e cirurgias? O volume de
10 Informações desperdiçadas são gigantescas: se
trocou de médico, deixou para trás anos de
conversas importantes, de resultados de exames —
coisas das quais nem se lembra mais. Se perdeu o
emprego e ficou sem plano de saúde, também corre
15 o risco de ter que buscar outra rede de especialistas
e começar do zero. Até mesmo se foi atendido num
pronto-socorro, aquele episódio provavelmente vai
se perder, embora faça parte do quebra-cabeça da
sua existência.
(Fonte adaptada http://g1.globo.com>acesso em 05 de novembro de 2018)
“Já pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas informações?” (linhas 3 a 5). O sujeito da oração principal, no contexto em que está inserido, é considerado:
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Comentário da Questão – Classificação do Sujeito
Tema central: Classificação do sujeito em orações, conteúdo essencial para a compreensão de estrutura frasal dentro da norma-padrão da Língua Portuguesa, exigido em concursos públicos, especialmente quando se trata de análise interpretativa e gramatical do texto.
No trecho analisado – “Já pensou quantas vezes teve que repetir as mesmas informações?” – é preciso identificar quem realiza a ação expressa pelo verbo pensou. Embora o sujeito não apareça de forma explícita, ele está implícito, podendo ser identificado pelo contexto e pela desinência verbal ("-ou"). O enunciado se comunica diretamente com a pessoa a quem se dirige (você), e o sujeito de pensou é o mesmo desse “você”, mas não está escrito.
Regra gramatical: Conforme Celso Cunha & Lindley Cintra e Evanildo Bechara, o sujeito oculto (ou elíptico) ocorre quando o sujeito não está expresso, mas pode ser identificado pela flexão do verbo ou pelo contexto. Exemplo clássico: “Fui ao mercado. Voltei tarde.” (Sujeito “eu” oculto na segunda oração).
Alternativa C – Oculto: Correta. No exemplo, “pensou” refere-se a você, mas não está explícito. Isso caracteriza sujeito oculto, reconhecido tanto pela terminação verbal quanto pelo contexto de interlocução do texto.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Simples: Incorreta. Não há um núcleo explícito de sujeito.
- B) Composto: Incorreta. Não há dois ou mais núcleos.
- D) Inexistente: Incorreta. A oração tem sujeito, apenas não está visível no texto.
- E) Indeterminado: Incorreta. O sujeito indeterminado ocorre quando a flexão verbal não permite identificá-lo (ex: “Precisa-se de ajuda”). Aqui é possível saber quem pratica a ação.
Atenção! Em questões desse tipo, avalie a concordância e o contexto: verbos conjugados indicam pistas fortes de sujeito oculto.
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“Já pensou quantas vezes (VOCÊ) teve que repetir as mesmas informações?” --> SUJ. OCULTO
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