Cores são utilizadas no auxílio de sinalizações do dia-a-dia...

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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Analista de Comunicação |
Q3509712 Comunicação Social
Cores são utilizadas no auxílio de sinalizações do dia-a-dia, como, por exemplo, no trânsito. Certas cores são populares para determinados significados, como no Brasil se usa verde para "correto", vermelho para "errado".

“Vermelho – alarme, perigo; Amarelo – atenção; Verde - segurança, livre.”


Trecho de Psicodinâmica das cores em comunicação, pág. 89.

Apesar dessas convenções, pessoas com daltonismo podem não enxergar as cores com clareza, dependendo do grau de severidade e subtipo de daltonismo. Dois exemplos são: 

• deuteranopia: dificuldade de perceber o verde. • protanopia: dificuldade de perceber o vermelho.

Assinale a alternativa que contém somente ações que auxiliam uma pessoa com um dos tipos de daltonismo mencionados a identificar as sinalizações de trânsito.
Alternativas

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Alternativa correta: B - Posicionamento das luzes na vertical, ícones em destaque e comandos por escrito.

Tema central: A questão aborda a acessibilidade na comunicação visual, especialmente relacionada à sinalização de trânsito para pessoas com daltonismo. Esse conhecimento é fundamental em produção publicitária e comunicação social, pois envolve a construção de mensagens visuais universais e inclusivas.

Resumo teórico: O daltonismo é uma deficiência visual que dificulta a identificação de certas cores, como verde (deuteranopia) ou vermelho (protanopia). Para garantir a compreensão das sinalizações por todos, é importante pensar em recursos além das cores, como posições padronizadas, símbolos e textos. A Norma Brasileira de Sinalização de Trânsito (CONTRAN/Denatran) e manuais de design inclusivo recomendam o uso de elementos redundantes para atender pessoas com limitações visuais.

Justificativa da alternativa correta: A alternativa B traz três estratégias inclusivas:

  • Posicionamento das luzes (por exemplo, sempre o vermelho em cima, o amarelo no meio e o verde embaixo, em semáforos verticais), permitindo a identificação mesmo sem distinguir as cores.
  • Ícones em destaque (como símbolos ou formas diferentes), aumentando o reconhecimento pelo formato.
  • Comandos por escrito (exemplo: “PARE” nas placas), tornando a mensagem acessível independentemente da cor.
Essas medidas são recomendadas por órgãos como o DENATRAN e seguem os princípios do design universal.

Análise das alternativas incorretas:

A: O contraste e a intensidade das luzes podem ajudar, mas não garantem a diferenciação entre as cores para daltônicos. Sinais sonoros são importantes, porém não são padrão em todas as sinalizações.

C: Alterar a posição de vertical para horizontal, por si só, não resolve o problema, se não houver padronização de posições das cores.

D: Trocar as posições das luzes pode confundir ainda mais, pois a padronização é fundamental para acessibilidade.

E: Óculos escuros não auxiliam daltônicos na identificação de cores; podem, inclusive, dificultar a percepção de luzes.

Estratégias para resolver questões assim: Procure por alternativas que abordem mais de um sentido (visual, textual, formatos) e que sigam padrões reconhecidos. Desconfie de respostas baseadas apenas em alteração de cor ou intensidade de luz.

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