Caso a expressão “à morte” (linha 4) fosse reescrita em port...

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Ano: 2019 Banca: IDECAN Órgão: IF-PB Prova: IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - Física |
Q2006265 Português
TEXTO PARA AS QUESTÃO
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS

          Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum (*); parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos. 


(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Caso a expressão “à morte” (linha 4) fosse reescrita em português culto contemporâneo, ter-se-ia 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a equivalência semântica contextual da locução em “um pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou.”: no trecho, “à morte” indica aquilo de que algo é subtraído, de modo que a reescrita em português culto contemporâneo é “da morte”, única que preserva a relação de retirada exigida pelo contexto.

Tema central: reescrita de locução preposicionada
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque recompõe, em formulação contemporânea mais transparente, o valor semântico presente no trecho: o homem tenta subtrair da morte algum vestígio simbólico do que desapareceu. Assim, “arrancar à morte” equivale, no contexto, a “arrancar da morte”, mantendo a ideia de origem/separação.
B
Errada
“Pela morte” altera a relação semântica do complemento, porque passa a sugerir mediação, causa vaga ou agente. No trecho, a morte não é meio nem causa da ação; é a instância de que se tenta arrancar algo.
C
Errada
“Na morte” introduz valor de interioridade ou estado, incompatível com o sentido de subtração expresso em “arrancar à morte”. O contexto exige ideia de retirar algo de um ente personificado, não de situar algo dentro da morte.
D
Errada
“Com a morte” exprime companhia, associação ou instrumento. Nenhum desses valores aparece no trecho. A morte não acompanha a ação nem funciona como instrumento dela; é aquilo de que algo é simbolicamente arrancado.
E
Errada
“Acerca da morte” muda completamente a construção para valor temático-discursivo, como se o verbo introduzisse assunto. No texto, não se trata de falar sobre a morte, mas de subtrair-lhe simbolicamente um resto daquilo que passou.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de ler “à” como simples marca de direção ou de resolver pela preposição isolada. Aqui, o decisivo é o sentido da expressão inteira “arrancar à morte” no contexto, que vale por “arrancar da morte”.
Dica para questões semelhantes
  • Em reescrita de trecho literário, verifique primeiro se a alternativa preserva a relação de sentido entre verbo e complemento.
  • Não decida pela preposição isolada: observe que papel semântico ela cumpre no contexto concreto.
  • Quando a formulação original for menos usual, procure a paráfrase contemporânea que mantenha a mesma ideia, sem trocar origem por meio, companhia ou assunto.

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Comentários

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GABARITO A

Quem arranca, arranca algo

Gab.A

quem arranca, arranca algo DE ALGUEM

ARRANCA um farrapo DA MORTE

Lisley, mulher, o português do título do texto ta pela hora da morte. kkkk " as questão "

" oh os papos, idecan"

Kkkk

arrancar é bitrransitivo, certo ?

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