Sobre construção textual, pode-se afirmar que, no TEXTO, há ...
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Gabarito comentado
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Gabarito: A) narração argumentativo-filosófica.
Tema central: Esta questão trata da identificação de predominância de sequências textuais em uma passagem literária, exigindo compreensão dos conceitos de narração, descrição, exposição, argumentação e injunção, conforme a norma-padrão (veja Bechara, Cunha & Cintra).
Justificativa da alternativa correta:
O trecho de Machado de Assis revela primeiramente a narração, pois há relato de ações do narrador (“Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios”). Logo em seguida, aparecem reflexões filosóficas e argumentativas sobre o motivo dos epitáfios e o sentimento dos vivos, caracterizando argumentação calcada em análise filosófica (“eles são... uma expressão daquele pio e secreto egoísmo...”, “Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável...”).
Assim, segundo as gramáticas (vide Cunha & Cintra, cap. Tipologia), a narração é a sequência de acontecimentos e a argumentação filosófica é a justificativa, típica de textos reflexivos. Isso responde pelo predomínio de narração argumentativo-filosófica no texto.
Análise das alternativas incorretas:
- B) narração meramente expositiva: Errada, pois não há exposição que apenas apresenta fatos sem análise ou reflexão; o texto argumenta.
- C) narração injuntiva-expositiva: Inválida, pois não há instrução/ordem ao leitor (injunção), nem predominância de explicação neutra (exposição).
- D) argumentação exclusivamente persuasiva: Incorreta, pois há narração, e a argumentação aqui é mais reflexiva do que persuasiva (não visa apenas convencer).
- E) descrição argumentativa-narrativa: Inadequada. A descrição exige detalhamento estático de objetos, pessoas ou lugares, o que não ocorre no trecho.
Estratégia para questões desse tipo: Busque sempre os verbos de ação para a narração (ex: “fingindo ler”, “afastando-me”), e as palavras com juízo de valor para a argumentação (ex: “gosto dos epitáfios”, “egoísmo que induz o homem...”).
Dica: Atenção aos termos “meramente”, “exclusivamente”, pois geralmente restringem demais o sentido e podem ser pegadinhas!
Referências: Cunha & Cintra (Tipologia textual); Bechara (Sequências Discursivas).
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Comentários
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Argumentativo-Filosófica: Imediatamente após a ação, o narrador interrompe o fluxo dos acontecimentos para refletir sobre a natureza dos epitáfios.
Ele apresenta uma tese (que os epitáfios são uma expressão de "pio e secreto egoísmo") e desenvolve um raciocínio para justificá-la, transformando o fato narrado em uma meditação filosófica sobre a morte e a vaidade humana.
E onde está a narração?
O fragmento inicia com uma ação ("Saí", "afastando-me"), situando o leitor em um momento específico da história.
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