Criança de 10 anos comparece ao hospital referindo mordedur...

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Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SESAP-RN
Q1214542 Medicina
Criança de 10 anos comparece ao hospital referindo mordedura por rato, verificada em dois locais, no dedo e no dorso da mão. Sua mãe conta que seis anos atrás, com  4 anos, a criança tinha sofrido outro episódio de mordedura por rato também, no couro cabeludo.Apesar de não estar com a caderneta de vacinação, informa que nessa época seu filho fez várias “injeções contra raiva” no posto de saúde em que foi atendido. Visando a profilaxia da raiva, a parte dos cuidados locais, é adequado fazer:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda a profilaxia da raiva em casos de mordedura por rato em criança, destacando a importância do conhecimento das espécies reservatórias do vírus da raiva e dos protocolos oficiais de tratamento.

Justificativa da alternativa correta – C) orientação e encerrar o caso:

Segundo as Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana e o Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, ratos não são reservatórios relevantes para o vírus da raiva no Brasil. Essa informação é fundamental para decidir a conduta diante de mordeduras por esses animais. Conforme consta no Manual Técnico (Ministério da Saúde – “Profilaxia da Raiva Humana”, pág. 41): “Não está indicada a profilaxia antirrábica humana para agressões por roedores…”.

Além disso, o esquema vacinal anterior da criança, ainda que não comprovado em caderneta, não muda a conduta neste caso, pois a exposição atual não é considerada de risco para raiva. O correto, portanto, é realizar orientação adequada (sobre higiene local, sinais de infecção bacteriana e acompanhamento) e encerrar o caso para raiva.

Análise das alternativas incorretas:

A) vacinação completa / B) vacinação de reforço / D) soro + vacinação completa / E) soro + vacinação de reforço: Todas as opções que envolvem administração de vacina ou soro não se aplicam a exposição a roedores, já que, segundo as diretrizes brasileiras e a OMS, o risco de raiva é insignificante nesses casos. O uso de vacina ou imunoglobulina é indicado apenas quando a agressão ocorre por cão, gato, morcego, ou animais silvestres de importância epidemiológica comprovada para o vírus da raiva.

Pontos de atenção e estratégia para provas: Observe sempre o tipo de animal envolvido e a situação epidemiológica local, pois há pegadinhas justamente na indicação para roedores e coelhos, que em protocolos brasileiros não requerem profilaxia antirrábica (Ministério da Saúde, 2022, p. 41–42).

Resumo prático: Limpeza do ferimento, não indicar vacina ou soro para mordedura por rato, orientar e encerrar o caso.

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