“A Geografia conhece hoje um movimento de renovação considerável, que advém do rompimento de grande parte dos geógrafos com
relação à perspectiva tradicional. Há uma crise de fato da Geografia Tradicional, e esta enseja a busca de novos caminhos, de nova
linguagem, de novas propostas, enfim, de uma liberdade maior de reflexão e criação. As certezas ruíram, desgastaram-se. E,
novamente, pergunta-se sobre o objeto, o método e o significado da Geografia. A crise da Geografia Tradicional, e o movimento de
renovação a ela associado, começam a se manifestar já em meados da década de cinquenta e se desenvolvem aceleradamente nos anos
posteriores. A década de sessenta encontra as incertezas e os questionamentos difundidos por vários pontos. A partir de 1970, a
Geografia Tradicional está definitivamente enterrada; suas manifestações, dessa data em diante, vão soar como sobrevivências,
resquícios de um passado já superado.” (MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1981).
O autor menciona um movimento de renovação do pensamento geográfico. Considerando que ele publicou esse texto em 1981,
assinale a alternativa que apresenta correntes dessa renovação: