Um recém-nascido, após 48 horas de vida, é submetido à tri...
I. O recém-nascido deve ser reavaliado com o teste das emissões otoacústicas em até 30 dias.
II. A ausência de resposta indica definitivamente perda auditiva bilateral profunda.
III. É recomendável realizar o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) para confirmar o diagnóstico.
Assinale a alternativa correta:
Gabarito comentado
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Gabarito: Alternativa A – Apenas as proposições I e III estão corretas.
Tema central da questão:
A questão aborda a triagem auditiva neonatal, especificamente a conduta diante de um recém-nascido que não apresenta resposta nas emissões otoacústicas (EOAs) em ambas as orelhas. É um tema clássico em concursos de fonoaudiologia por sua importância na detecção precoce de perdas auditivas.
Resumo teórico:
A triagem auditiva neonatal visa identificar possíveis alterações auditivas já nos primeiros dias de vida. O exame das EOAs é um teste rápido, não invasivo e indicado como primeira etapa. Caso o recém-nascido não passe nesta triagem, recomenda-se repetir o exame em até 30 dias para excluir fatores transitórios (como vernix residual ou líquido amniótico). Se a alteração se mantiver, deve-se realizar uma avaliação complementar pelo Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), considerado o padrão-ouro na confirmação diagnóstica.
Fontes: Diretrizes JCIH (Joint Committee on Infant Hearing), Manual de Triagem Auditiva Neonatal do Ministério da Saúde.
Análise das proposições:
I – Correta. O protocolo orienta a repetição das EOAs em até 30 dias após o primeiro "falhou", evitando diagnósticos precipitados e respeitando a janela auditiva crítica.
II – Incorreta. A ausência de resposta nas EOAs não indica, por si só, perda auditiva profunda. Pode ser causada por obstrução do conduto auditivo externo, dificuldade técnica, presença de líquido, entre outros fatores. É preciso confirmar com exames adicionais.
III – Correta. Ao persistir a ausência de resposta, recomenda-se o PEATE para confirmar e caracterizar a perda auditiva, visto ser mais sensível e específico.
Análise das alternativas:
A (Correta): I e III estão de acordo com as diretrizes e protocolos nacionais e internacionais.
B: III está certa, mas I também está, então está errada.
C: II está errada, pois EOAs negativas não confirmam perda profunda.
D: II está errada; EOAs alteradas não são diagnóstico definitivo.
Estrategicamente: Sempre desconfie de afirmações absolutas, como "definitivamente" ou "sempre", pois protocolos clínicos normalmente exigem confirmação diagnóstica antes de conclusões definitivas.
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