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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Psiquiatria |
Q4039906 Psiquiatria
Os estudos de Paul Greengard demonstraram que a dopamina exerce seus efeitos por meio de cascatas de segundos mensageiros, modulando a excitabilidade e a plasticidade sináptica. Esses achados contribuíram de forma decisiva para o desenvolvimento da teoria dopaminérgica da esquizofrenia, que revela que o(a):
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão dependia da associação clássica entre sintomas positivos da esquizofrenia e hiperatividade dopaminérgica na via mesolímbica.

Tema central: teoria dopaminérgica da esquizofrenia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque relaciona aumento da transmissão dopaminérgica na via mesolímbica aos sintomas positivos da esquizofrenia.
B
Errada
Está errada porque desloca os sintomas negativos e os déficits cognitivos para a via nigroestriatal. Pela formulação clássica cobrada, essa via não é o substrato central desses domínios; sua relevância tradicional está mais ligada ao controle motor e aos efeitos extrapiramidais dos antipsicóticos.
C
Errada
Está errada porque, embora mantenha a hiperatividade mesolímbica ligada aos sintomas positivos, altera indevidamente o ponto decisivo ao afirmar predomínio funcional na amígdala e ainda converter a associação fisiopatológica em 'principal fator etiológico'. A base indica que a referência canônica é a via mesolímbica como conjunto, sem que a amígdala seja o local definidor da teoria cobrada.
D
Errada
Está errada porque inverte o sentido da alteração dopaminérgica na via mesocortical. Para sintomas negativos e déficits cognitivos, a associação clássica é com hipoatividade mesocortical, não com hiperatividade.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar a via correta ou o sentido da disfunção: mesolímbica com hiperatividade para sintomas positivos versus mesocortical com hipoatividade para sintomas negativos e déficits cognitivos. Outra armadilha foi tentar substituir a formulação clássica por uma localização anatômica mais específica ou por uma afirmação etiológica principal que a base não sustenta.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre teoria dopaminérgica da esquizofrenia, primeiro associe sintomas positivos à via mesolímbica com hiperatividade dopaminérgica.
  • Se a alternativa ligar sintomas negativos e déficits cognitivos à via nigroestriatal, elimine-a por troca indevida de via.
  • Na via mesocortical, confira o sentido da alteração: a formulação clássica cobra hipoatividade, não hiperatividade.
  • Se a opção acrescentar estrutura anatômica específica ou falar em fator etiológico principal além da formulação clássica, verifique se isso é necessário para decidir; se não for, tende a ser extrapolação.

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