Os muros nas favelas e a segregação social Sob o argumento ...
Sob o argumento da proteção ambiental, 13 comunidades, 11 delas localizadas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, serão cercadas por muros de 3,4 metros de altura, em média. É mais que óbvio para todos a importância que protegera Mata Atlântica tem nos dias atuais. É claro que o poder público deve se apropriar dessa pauta, a fim de resolver problemáticas como as do desmatamento. Entretanto, ao analisarmos a eficácia e a legitimidade desse projeto, podem-se concluir alguns equívocos, que contribuem para a formação de limites sociais, e não ecológicos.
Tomando como referência a formação desses limites sociais, pode-se aferir a exasperação dos conflitos entre os moradores dessas comunidades e os moradores de classe média, já que a sensação de “segurança" é relacionada diretamente à construção do muro, que, por sua vez, pode aprofundar diversos estigmas que são projetados à população das favelas.
Quando um muro é construído para separar pessoas, nenhuma outra questão está colocada, a não ser a produção de segregação social e espacial. Não podemos esquecer as políticas de sanitarização do século 19, que contribuíram para a visão da pobreza como doença, sujeira e outras coisas mais. Essas políticas, além de moverem os moradores de baixa renda para locais distantes, no caso os subúrbios, estão diretamente relacionadas ao empreendedorismo imobiliário cujo público alvo era as elites emergentes.
A inquietação com o crescimento das favelas deve ter como centro o combate à pobreza, o acesso a direitos e uma política habitacional adequada. Não deve, de forma alguma, ser tratada de forma imediatista, expressando assim o caráter eleitoreiro de nossas políticas públicas. Além do mais, todas as pesquisas relacionadas ao tema nunca contam com a participação de associações de moradores e plebiscitos que são realizados nas comunidades.
(http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/05/26/os-muros-nas-favelas-a-segregacao-social-916696630.asp)
Das construções abaixo apresentadas, aquela em que a forma verbal destacada poderia ser empregada no singular, sem contrariara língua portuguesa padrão, é:
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1. Interpretação do enunciado: A questão aborda o tema da morfologia, especificamente a concordância verbal. O foco é identificar qual das formas verbais apresentadas pode ser utilizada no singular sem contrariedade às normas da Língua Portuguesa padrão.
2. Norma gramatical: A norma gramatical que rege a concordância verbal estabelece que o verbo deve concordar em número e pessoa com seu sujeito. No caso da forma verbal, a análise se volta para o contexto em que o verbo é utilizado e se ele pode ser aplicado no singular.
3. Estrategia de interpretação: Para responder corretamente, é necessário observar o sujeito da oração. Se o sujeito estiver no singular, a forma verbal também deve estar no singular. Por outro lado, se o sujeito for plural, a forma verbal deve ser plural. Uma pegadinha comum é não identificar o sujeito corretamente.
4. A alternativa correta: A alternativa A - “... podem-se concluir alguns equívocos...” é a resposta correta. A forma verbal "podem-se" pode ser utilizada no singular como "pode-se" sem que haja erro gramatical, pois a expressão é impessoal e a concordância se dá com o verbo no singular.
5. Justificativas das alternativas incorretas:
- B - “... são projetados à população das favelas...” - Aqui, o verbo "são" está no plural, e não pode ser substituído por uma forma singular sem alterar o sentido da frase, pois refere-se a "projetos" (no plural).
- C - “...contribuem para a formação de limites sociais...” - A forma "contribuem" está no plural e refere-se a um sujeito plural. Alterá-la para o singular não seria correto.
- D - “...contam com a participação de associações de moradores...” - O verbo "contam" também está no plural e não pode ser usado no singular sem comprometer o sentido da frase, que se refere a várias associações.
Conclusão: A única forma que admite a utilização no singular sem erro é a da alternativa A, justamente por tratar-se de uma construção impessoal. Esse tipo de análise é fundamental para a compreensão das regras de concordância na língua portuguesa.
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