“Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de ...

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Q1717307 Português
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Fuga da Coreia do Norte

     "Quando eu era pequena, achava que meu país era o melhor do mundo. Cresci cantando uma canção chamada "Nada a Invejar" e eu tinha muito orgulho. Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de Kim II-Sung, mas nunca ouvíamos falar muito do mundo lá fora, exceto que os EUA, a Coréia do Sul e o Japão eram inimigos. Embora eu muitas vezes tivesse curiosidade a respeito do mundo externo, eu achava que passaria minha vida inteira na Coréia do Norte, até que tudo mudou de repente.
       Quando tinha sete anos, vi pela primeira vez uma execução pública, mas eu achava que a minha vida na Coreia do Norte era normal. Minha família não era pobre, e eu, particularmente, nunca tivera a experiência de passar fome.
       Mas um dia, em 1995, minha mãe chegou em casa com uma carta da irmã de um colega de trabalho. Dizia assim, "Quando você ler isso, todos os cinco membros da família não existirão mais neste mundo, porque nós não comemos faz duas semanas. Estamos deitados juntos no chão, e nossos corpos estão tão fracos, que estamos prontos para morrer."
       Fiquei muito chocada. Esta foi a primeira vez que fiquei sabendo que pessoas no meu país estavam sofrendo. Pouco tempo depois, quando eu passava por uma estação de trem, vi algo terrível que não consigo apagar da minha memória. Uma mulher sem vida estava deitada no chão, enquanto uma criança magra e faminta em seus braços olhava, desamparada, fixamente para o rosto da mãe. Mas ninguém os ajudava, porque todos estavam muito concentrados em cuidar de si mesmos e de suas famílias. (...)

Disponível em: http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/99197/. Acesso
em 01/05/2020, às 23:31.
Na escola, passávamos muito tempo estudando a história de Kim II-Sung, mas nunca ouvíamos falar muito do mundo lá fora, exceto que os EUA, a Coréia do Sul e o Japão eram inimigos”. No trecho em destaque, foram marcados três verbos que estão conjugados em um tempo verbal que é bem característico do gênero textual em questão. Esse tempo verbal é classificado como
Alternativas

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Tema central: Tempo Verbal – Pretérito Imperfeito do Indicativo

Esta questão explora o uso do tempo verbal pretérito imperfeito do indicativo na construção de textos narrativos, especialmente na narração de hábitos e situações prolongadas no passado. O reconhecimento correto desse tempo verbal é fundamental para garantir a compreensão exata do que é descrito pelo narrador.

Justificativa da alternativa correta (C):

Os verbos destacados – “passávamos”, “ouvíamos” e “eram” – indicam:

  • Hábitos ou ações repetidas no passado (por exemplo, “Na escola, passávamos muito tempo...”, ou seja, faziam isso sempre na época escolar);
  • Estados contínuos, sem delimitar início ou fim.

Segundo Cunha & Cintra e Bechara, o pretérito imperfeito do indicativo expressa fatos passados não concluídos, geralmente hábitos ou circunstâncias repetidas (“eu estudava todos os dias”; “ele era tímido quando criança”).

Portanto, letra C (“pretérito imperfeito do modo indicativo”) é a correta, pois:

  • Todos os verbos selecionados apresentam regularidade e continuidade no passado.
  • Esse tempo verbal é típico em relatos biográficos ou memórias, como no gênero textual da questão.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Pretérito perfeito do indicativo: Indica ações concluídas e pontuais no passado (“eu falei ontem”). Não expressa hábito ou continuidade.
  • B) Pretérito imperfeito do subjuntivo: Expressa condições hipotéticas ou incerteza, normalmente associado a conjunções (“Se eu passasse ...”). Não é o caso do texto, que descreve fatos concretos.
  • D) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: Utilizado para ações ainda mais remotas, anteriores a outro fato passado (“quando chegamos, ele já partira”). Não cabe aqui.

Dica de prova e estratégia:

Atente-se ao sentido de habitualidade ou continuidade quando vir verbos terminados em -ava/-ia (“cantava”, “corria”, “ouvia”). Lembre-se: o imperfeito enquadra rotinas e cenários de fundo no passado.

Dominar isso evita erros em pegadinhas clássicas que trocam tempos verbais (exemplo: trocar “fazia” por “fez”).

Conclusão: O pretérito imperfeito do indicativo é essencial em textos narrativos que descrevem hábitos e estados prolongados no passado, como visto na alternativa correta. Isso aprimora sua precisão em provas de concursos na área de Português!

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Pretérito Perfeito do Indicativo

Nós Passamos

Nós ouvimos

Eles foram

Pretérito Imperfeito do Indicativo:

Nós Passávamos

Nós ouvíamos

Eles eram

Pretérito Imperfeito do subjuntivo

Se nós passássemos

Se nós ouvíssemos

Se eles fossem

verbo no pretérito imperfeito do modo indicativo : indica uma ação não concluída.

GABARITO - C

Pretérito perfeito - Fato no passado concluído.

Ex: comemos pizza ontem.

Pretérito Imperfeito - Fato passado não concluído

ou repetitivo. ( Terminações Ava / Ia / Inha )

Jogava bola todos os Domingos.

Pretérito mais- que - perfeito - Fato passado anterior a outro fato passado.

Bons estudos!

pret imperfeito - fato n concluído, repetindo

UMA ACAO NO PASSAO QUE NAO FOI CONCLUIDA OU PODERIA TER SIDO INTERROMPIDA

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