A configuração cavitária e a sequência de procedimentos idea...
A configuração cavitária e a sequência de procedimentos idealizada por Black, em 1908, considerava, fundamentalmente, a destruição dental como a doença propriamente dita, e não o seu efeito. Black preconizava que as margens do preparo cavitário fossem estendidas até as áreas de relativa imunidade à cárie, comprometendo todos os sulcos, cariados e não cariados. É oportuno destacar que o preparo cavitário foi inicialmente idealizado tendo somente o amálgama como material restaurador direto para dentes posteriores. Durante os cem anos de evolução dos preparos cavitários para amálgama, algumas alterações na sua configuração ocorreram, entre outras:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Para entender a questão apresentada, é importante lembrar que G.V. Black foi uma figura crucial na evolução da dentística, especialmente em relação aos preparos cavitários para restaurações com amálgama. O conceito de Black enfatizava a remoção de todas as áreas potenciais de cárie, estendendo o preparo para incluir sulcos e fissuras, mesmo que ainda não estivessem cariados. Este método focava na prevenção da cárie através da configuração cavitária.
Vamos analisar a alternativa correta e as demais opções:
Alternativa B - A redução da largura do istmo para um quarto da distância intercuspídica.
Esta é a alternativa correta. Com a evolução dos conceitos de dentística, houve uma tendência em minimizar a remoção de estrutura dentária saudável. A redução da largura do istmo para cerca de um quarto da distância intercuspídica é uma prática que busca preservar a integridade estrutural do dente, respeitando a resistência mecânica necessária para o material restaurador, neste caso, o amálgama. Este conceito está alinhado com a moderna abordagem conservadora na odontologia.
Alternativa A - O aumento da largura do istmo e paredes proximais convergentes.
Esta alternativa está incorreta porque a tendência moderna é justamente a redução do istmo, não o aumento. Além disso, paredes convergentes não são ideais para o preparo de amálgama, pois não oferecem a retenção adequada.
Alternativa C - As paredes da caixa oclusal divergentes e os ângulos internos arredondados.
Embora ângulos internos arredondados sejam desejáveis para evitar tensões concentradas e fraturas do material restaurador, as paredes divergentes não são ideais para amálgama, que requer paredes levemente convergentes para retenção mecânica.
Alternativa D - Todas as paredes divergentes para oclusal e ângulos internos retos.
Esta alternativa é incorreta porque paredes divergentes não fornecem retenção suficiente para amálgama, e ângulos internos retos podem levar a fraturas tanto do dente quanto da restauração.
Alternativa E - A cavidade proximal com mínima extensão, porém sempre com envolvimento da crista marginal.
Embora a mínima extensão seja um conceito moderno para preservar tecido dentário, o envolvimento obrigatório da crista marginal não é mais uma prática recomendada, a menos que a área esteja comprometida, pois isso pode enfraquecer a estrutura dentária.
Em resumo, a questão aborda a evolução dos conceitos de preparo cavitário, com a alternativa correta refletindo a abordagem contemporânea de preservação da estrutura dentária saudável. É essencial compreender essas mudanças para aplicar práticas clínicas mais eficazes e conservadoras.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Durante os cem anos de evolução dos preparos cavitários para amálgama, algumas alterações na sua configuração devem ser lembradas, entre outras, como:
> redução da largura do istmo e paredes proximais convergentes;
> redução da largura do istmo pra um quarto da distância intercuspídea e paredes da caixa oclusal convergentes;
> largura do istmo para quarto da distância intercuspídea, mas com paredes circundantes paralelas entre si;
> paredes da caixa oclusal convergentes e ângulos internos arredondados;
> todas as paredes convergentes para oclusal e ângulos internos arredondados;
> cavidade proximal com mínima extensão oclusal;
> cavidade exclusivamente proximal sem envolvimento da crista marginal;
DENTÍSTICA: UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR. Por José Carlos Pereira, Camillo A. Netto, Silvia
A - (A REDUÇÃO) da largura do istmo e paredes proximais convergentes.
B - a redução da largura do istmo para um quarto da distância intercuspídica. CERTO
C - as paredes da caixa oclusal (CONVERGENTES) e os ângulos internos arredondados.
D - todas as paredes divergentes (CONVERGENTES) para oclusal e ângulos internos (ARREDONDDOS) ;
E - a cavidade proximal com mínima extensão, porém sempre (SEM) envolvimento da crista marginal.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo