Baseando-se nos dados apresentados, qual o diagnóstico mais...
Texto para a questão
Lactente de 6 meses de vida, com antecedente de atresia de vias biliares, submetido a procedimento de Kasai aos 2 meses de idade, sem sucesso, evoluindo com cirrose hepática avançada e múltiplas internações. Comparece ao prontosocorro com febre, piora da icterícia e acolia fecal há 1 dia. Ao exame físico, apresenta estado geral regular, ictérico, acianótico, hidratado, eupneico, ausculta cardiopulmonar sem alterações, abdome com ascite moderada, indolor, esplenomegalia palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo, sem alteração em relação a exames prévios.
• Exames laboratoriais:
Hb: 8 g/dL
Plaquetas: 80.000/mm³
Leucócitos: 3.000/mm³ (60% neutrófilos, sem desvio à esquerda)
PCR: 300 mg/L
Bilirrubina total: 16 mg/dL com predomínio de Bilirrubina direta (basal de 5 mg/dL)
TGO/AST: 500 U/L (basal 200 U/L)
TGP/ALT: 600 U/L (basal 200 U/L)
GGT: 700 U/L (basal 250 U/L)
Função renal preservada
USG abdominal sem alterações relevantes.
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Na lógica clínico-operacional da questão, lactente com atresia biliar pós-Kasai que apresenta febre, piora aguda da colestase/icterícia e acolia fecal deve ser interpretado como colangite; não há elementos que sustentem melhor peritonite bacteriana espontânea ou insuficiência hepática aguda.
- Em pós-Kasai, febre + piora abrupta da icterícia/colestase + acolia fecal deve acionar primeiro o diagnóstico de colangite.
- Ascite em cirrótico não define PBE; para sustentá-la, é preciso semiologia compatível e, idealmente, paracentese diagnóstica.
- Hiperbilirrubinemia e transaminases elevadas não bastam para insuficiência hepática aguda sem coagulopatia ou encefalopatia.
- Ultrassom sem achados relevantes não exclui colangite quando o contexto clínico-laboratorial é típico.
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