No período “Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipóte...
Assinale a alternativa correta.
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: No período “Houve quem acreditasse que nada mudaria, hipótese que a experiência tornava bastante plausível”, a distinção entre oração de conteúdo, retomada de antecedente na oração relativa e modificação de adjetivo confirma a alternativa A.
- Verifique se o “que” apenas introduz uma oração de conteúdo ou se retoma um antecedente e desempenha função sintática na oração.
- Para identificar a função do relativo, reconstrua a oração com o antecedente em seu lugar: “a experiência tornava a hipótese bastante plausível”.
- Identifique o termo modificado por “bastante”: neste caso, ele intensifica o adjetivo “plausível”, o que determina sua classificação como advérbio.
- Separe a função do segmento da função de seus componentes: “bastante plausível” é predicativo do objeto, mas “bastante” apenas modifica seu núcleo adjetival.
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GAB A
1º "que" (conjunção integrante) - Introduz a Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta (acreditasse [nisto]).
2º "que" (pronome relativo - Objeto Direto) - Substitui "hipótese" na oração adjetiva (a experiência tornava a hipótese plausível).
"bastante" (advérbio de intensidade) - Modifica o adjetivo "plausível" (invariável).
GABARITO: A
COMENTÁRIO:
Vamos analisar os dois “que” e a palavra “bastante”.
1. Primeiro “que” — “acreditasse que nada mudaria”
O trecho é:
“Houve quem acreditasse que nada mudaria.”
O verbo “acreditasse” é transitivo indireto, mas a oração introduzida por “que” funciona como seu complemento:
Acreditasse o quê?
→ “que nada mudaria.”
Nesse caso, “que” é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
2. Segundo “que” — “hipótese que a experiência tornava bastante plausível”
Aqui, o “que” retoma o substantivo “hipótese”:
“hipótese que a experiência tornava bastante plausível”
Podemos substituir o pronome por “a hipótese”:
“a experiência tornava a hipótese bastante plausível.”
Portanto, “que” é pronome relativo e exerce função de objeto direto do verbo “tornava”.
A estrutura é:
a experiência → sujeito
tornava → verbo
que (= hipótese) → objeto direto
bastante plausível → predicativo do objeto
3. “Bastante” — “bastante plausível”
Nesse caso, “bastante” modifica o adjetivo “plausível”, intensificando seu sentido.
Portanto, exerce função de advérbio de intensidade.
Resumo:
- Primeiro “que” → conjunção integrante;
- Segundo “que” → pronome relativo com função de objeto direto;
- “bastante” → advérbio de intensidade.
Logo, alternativa A.
Macete: se o “que” retoma um termo anterior e pode ser substituído por “o qual, a qual, os quais ou as quais”, temos pronome relativo. Se apenas introduz uma oração que completa o sentido de um verbo, temos conjunção integrante.
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“Houve quem acreditasse que nada mudaria"
houve quem acreditasse nisso (troca o 'que' por 'isso', se fizer sentido, é conjunção integrante).
hipótese que a experiência tornava bastante plausível”
troca o que por "o qual" ou "a qual", se mantiver o sentido, é um pronome relativo; o verbo "tornar" é transitivo direto.
bastante é um advérbio de intensidade
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