Em exames radiográficos diagnósticos, a interação da radiaçã...

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Q3951344 Radiologia
Em exames radiográficos diagnósticos, a interação da radiação X que mais contribui para a formação do contraste da imagem é o efeito fotoelétrico. Do ponto de vista físico, essa interação é favorecida principalmente por:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a condição física que favorece o efeito fotoelétrico. Na base de decisão, essa interação é favorecida por fótons de menor energia e por materiais de maior número atômico; como o enunciado relaciona o fenômeno ao contraste radiográfico, a combinação que atende a esse critério é a da alternativa B.

Tema central: Efeito fotoelétrico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque altos valores de kVp correspondem a maior energia do fóton, o que reduz a probabilidade de efeito fotoelétrico. Além disso, baixo número atômico também desfavorece essa interação.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os dois determinantes centrais do efeito fotoelétrico na faixa diagnóstica: baixa energia do fóton e alto número atômico do tecido. Essa dependência aumenta a absorção diferencial e, por isso, contribui para o contraste da imagem.
C
Errada
Está errada porque alta energia do fóton não favorece o fotoelétrico. A menção à baixa densidade eletrônica não define essa interação e se aproxima mais do efeito Compton.
D
Errada
Está errada porque, embora alto número atômico favoreça o fotoelétrico, alta energia do fóton atua no sentido oposto. Assim, a alternativa não expressa corretamente a condição que favorece essa interação.
E
Errada
Está errada porque o efeito fotoelétrico depende fortemente do número atômico do material. Dizer que ele é independente de Z contraria uma característica central dessa interação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre os determinantes do efeito fotoelétrico e do efeito Compton, especialmente quando aparecem densidade eletrônica ou a falsa ideia de que maior energia favorece a interação relevante para o contraste.
Dica para questões semelhantes
  • Para fotoelétrico, procure a combinação baixa energia do fóton + alto número atômico do material.
  • Se a alternativa enfatiza densidade eletrônica, pense em possível confusão com efeito Compton.
  • Não valide uma opção só porque traz um fator correto; se vier acompanhada de alta energia do fóton, ela não representa a condição principal que favorece o fotoelétrico.

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Efeito fotoeltrico acontece com baixa energia

Efeito Compton com alta energia

O efeito fotoelétrico é a principal interação que gera contraste em radiografias diagnósticas. Ele ocorre quando um fóton de raio X é totalmente absorvido por um elétron da camada interna de um átomo.

Do ponto de vista físico, essa absorção é mais provável quando:

  • A energia do fóton é relativamente baixa (próxima ao limiar de ligação do elétron).
  • O número atômico (Z) do tecido é alto, porque a probabilidade do efeito fotoelétrico é proporcional a Z³.

Portanto, a alternativa correta é: B — Baixa energia do fóton e alto número atômico do tecido.

Vamos aplicar o conceito do efeito fotoelétrico ao exame de raio X de tórax:

  • O tórax tem estruturas de baixo número atômico (como os pulmões, cheios de ar) e estruturas de alto número atômico (como ossos das costelas, clavículas e vértebras).
  • Quando usamos energias mais baixas de fóton (kVp moderado), o efeito fotoelétrico é mais provável nos ossos, que têm cálcio (Z alto). Isso faz com que eles absorvam mais radiação e apareçam brancos na imagem.
  • Já os pulmões, com ar e tecidos de baixo Z, deixam passar mais fótons (menos efeito fotoelétrico, mais transmissão), aparecendo escuros.
  • Esse contraste entre ossos claros e pulmões escuros é justamente o que permite diferenciar estruturas e diagnosticar alterações como fraturas, pneumonias ou tumores.

Em resumo: no raio X de tórax, o contraste vem do efeito fotoelétrico predominante nos ossos versus a transmissão nos pulmões.

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