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Q3954067 Libras
 A educação bilíngue para surdos pressupõe o reconhecimento da Libras (Língua Brasileira de Sinais) como primeira língua (L1) e da Língua Portuguesa como segunda língua (L2).

I. No modelo bilíngue, a Libras deve ser a língua de instrução para o ensino de todos os conteúdos curriculares, garantindo o acesso ao conhecimento através de uma língua visual-espacial acessível ao surdo.
II. O ensino da Língua Portuguesa para surdos, na modalidade escrita, deve seguir as mesmas metodologias fônicas aplicadas aos ouvintes, visto que a escrita é uma representação direta da oralidade.
III. O bilinguismo de transição é o modelo ideal defendido pelos movimentos surdos, onde o aluno inicia na Libras e, gradativamente, abandona essa língua para utilizar exclusivamente o Português.
IV. A presença do professor bilíngue ou do tradutor e intérprete de Libras é fundamental para mediar a comunicação e o acesso aos conteúdos, respeitando a singularidade linguística dos estudantes surdos.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
Alternativas

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Gabarito: C

O que precisava saber: Era necessário saber que, na educação bilíngue de surdos, a Libras é a primeira língua e também a língua de instrução, enquanto a Língua Portuguesa é ensinada como segunda língua na modalidade escrita. Também era preciso reconhecer que esse modelo não exige metodologias fônicas idênticas às usadas com ouvintes, não pressupõe abandono da Libras e depende de mediação por professor bilíngue ou tradutor/intérprete para garantir acesso aos conteúdos.

Critério decisivo: O acerto da questão depende de identificar como corretas apenas as proposições que afirmam a centralidade da Libras como língua de instrução e a necessidade de mediação por profissional habilitado para garantir o acesso aos conteúdos. São incorretas as afirmações que tratam o ensino do português escrito para surdos como se fosse igual ao dos ouvintes por metodologia fônica e a ideia de substituir gradualmente a Libras pelo português exclusivo.

Tema central: Educação bilíngue de surdos: Libras como primeira língua, português escrito como segunda língua, e mediação linguística por profissionais habilitados.
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A alternativa reúne II e III, mas ambas contrariam a base. A proposição II erra ao afirmar que o ensino do português escrito para surdos deve seguir as mesmas metodologias fônicas aplicadas aos ouvintes e ao tratar a escrita como representação direta da oralidade, o que é incompatível com o regime em que o português é segunda língua na modalidade escrita. A proposição III também está errada porque a educação bilíngue de surdos não é modelo de transição para abandono da Libras; ao contrário, preserva a Libras como língua de instrução, interação e comunicação.
B
Errada
Incorreta. Embora I e IV estejam corretas, a alternativa inclui a proposição III, que não pode ser aceita. A base é expressa ao afirmar que o bilinguismo na educação de surdos não significa iniciar pela Libras para depois substituí-la pelo português exclusivo. Como III contradiz esse fundamento, a alternativa está errada.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne apenas as proposições I e IV. A proposição I está amparada pela definição da educação bilíngue de surdos como modalidade oferecida em Libras como primeira língua e com a Libras como língua de instrução, o que garante acesso ao conhecimento por uma língua visual-espacial acessível ao estudante surdo. A proposição IV também está correta porque a presença de professor bilíngue ou de tradutor e intérprete de Libras-Português é elemento importante para mediar a comunicação e assegurar o acesso aos conteúdos, respeitando a singularidade linguística dos estudantes surdos, sem universalizar a obrigatoriedade cumulativa de ambos em todo contexto.
D
Errada
Incorreta. A alternativa inclui I e IV, que estão corretas, mas também traz a proposição II, que está em desacordo com a base. O português para surdos é tratado como segunda língua na modalidade escrita, de modo que não se sustenta a afirmação de que seu ensino deva reproduzir as metodologias fônicas usadas com ouvintes.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi confundir educação bilíngue de surdos com ensino de português oral/fônico para ouvintes e, ao mesmo tempo, sugerir que bilinguismo seria uma etapa de transição para abandono da Libras. A base afasta as duas ideias: a Libras permanece como língua de instrução e o português escrito é ensinado como segunda língua.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre educação bilíngue de surdos, verifique se a afirmação preserva a Libras como primeira língua e língua de instrução.
  • Se a alternativa tratar o português do aluno surdo como segunda língua na modalidade escrita, ela segue o núcleo correto da base; se exigir metodologia fônica idêntica à dos ouvintes, está em desacordo.
  • Desconfie de enunciados que apresentem o bilinguismo como substituição da Libras pelo português, porque a base afirma a manutenção da Libras na instrução, interação e comunicação.
  • Considere correta a referência à mediação por professor bilíngue ou tradutor/intérprete quando ela aparecer como condição de acesso aos conteúdos e respeito à singularidade linguística do estudante surdo.

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