Entidades indigenistas e socioambientais denunciaram
uma “tragédia humanitária” em curso na Terra
Indígena Yanomami, durante audiência da comissão
externa da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira
(14). A área, que ocupa partes dos estados de Roraima
e Amazonas, é marcada por garimpo ilegal de ouro e
cassiterita, violência sexual de mulheres e crianças,
ameaças de morte e desestruturação dos postos de
saúde.
O geógrafo e analista do Instituto Socioambiental
(ISA) Estevão Senra apresentou dados atualizados do
relatório “Yanomami sob Ataque”: até abril deste ano,
já havia 4 mil hectares impactados pelo garimpo ilegal
dentro da terra indígena e mais de 40 pistas
clandestinas a serviço de garimpeiros e
narcotraficantes.
Em 2021, a região registrou quase 50% dos casos de
malária do país e hoje existem cerca de 3 mil crianças
com déficit nutricional, segundo Senra. “Hoje, a Terra
Indígena Yanomami é palco de uma das maiores
tragédias humanitárias que estão ocorrendo no Brasil.
Os dois vetores principais dessa crise são o avanço do
garimpo ilegal e a má gestão do distrito sanitário, que
se entrelaçam e vão se realimentando”, disse.
No trecho “[...] é marcada por garimpo ilegal de
ouro e cassiterita”, o adjetivo “ilegal” qualifica:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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