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Q359381 Economia
Com relação ao conceito de meios de pagamento (M1), que corresponde ao estoque de moeda disponível para uso da coletividade, assinale a opção correta.
Alternativas

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Alternativa Correta: D - O resgate de um empréstimo bancário representa destruição de moeda.

Tema Central:

O tema central desta questão é o conceito de Meios de Pagamento (M1), um indicador importante na macroeconomia que representa o estoque de moeda disponível para uso imediato na economia. Compreender o funcionamento do M1 e seus componentes é crucial para um diplomata que necessita entender as dinâmicas econômicas internacionais e domésticas.

Resumo Teórico:

O M1 é composto pela soma da moeda em poder do público e dos depósitos à vista nos bancos comerciais. É uma medida da liquidez imediata na economia. Em macroeconomia, o papel dos bancos na criação e destruição de moeda é essencial: enquanto bancos criam moeda ao conceder empréstimos, o resgate desses empréstimos leva à destruição da moeda. Este conceito é parte fundamental da política monetária, que é influenciada pelo Banco Central, não pelo Tesouro Nacional ou Ministério da Fazenda.

Justificativa para a Alternativa Correta:

A alternativa D está correta porque o resgate de um empréstimo bancário efetivamente reduz a quantidade de moeda em circulação. Quando um empréstimo é pago, o dinheiro utilizado para quitá-lo é retirado do ciclo econômico, o que diminui a oferta monetária.

Análise das Alternativas Incorretas:

  • A: Esta alternativa está errada porque o valor do multiplicador da base monetária diminui com o aumento da taxa de reservas dos bancos comerciais e diminui, não aumenta, com a taxa de retenção da moeda pelo público.
  • B: O saldo de M1 não inclui depósitos de poupança. Ele é composto apenas pela moeda em poder do público e depósitos à vista. Depósitos de poupança são parte do M2.
  • C: Em processos inflacionários, as pessoas tendem a segurar menos moeda física (moeda em poder do público) e confiam mais na moeda bancária, o que pode não necessariamente diminuir a razão mencionada.
  • E: As emissões de papel moeda são controladas pelo Banco Central como parte da política monetária, não pelo Tesouro Nacional ou Ministério da Fazenda. O Ministério da Fazenda cuida de questões fiscais, não monetárias.

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Tecnicamente, consideram-se meios de pgto. (M1) todos os haveres possuídos pelo público não-bancário e que podem ser utilizados a qualquer momento para a liquidação de qualquer dívida em moeda nacional. Ou seja, são haveres que possuem liquidez absoluta e imediata. M1 = PMP + DVbc (papel moeda em poder do público + depósito à vista) Dependendo da natureza da operação, o total de ativos monetários da economia - isto é, os meios de pgto. (M1) - poderá se reduzir ou aumentar. Se o resultado for um aumento dos meios de pgto., tem-se aí uma criação de moeda; se ocorrer uma redução nos meios de pgto., tem-se aí uma destruição de moeda. Então, o que se tem que verificar, após a operação bancária, é se o total de meios de pgto. se alterou para mais ou para menos. Para um melhor entendimento, é interessante conhecer 2 conceitos: 1º) o conceito de haver monetário; 2º) o de haver não-monetário. Haver ou ativo monetário corresponde a um dos componentes dos meios de pgto. (M1), ou seja, ou é o papel-moeda em poder do público ou é o depósito à vista. Já haver não-monetário é todo ativo possuído pelo público que não seja meio de pgto. (M1), como, p. ex., ações, promissórias, títulos do governo, carro, lote, imóveis, etc. Sendo assim, no processo de criação de moeda, o público entrega ao setor bancário um "haver não-monetário" (p. ex., uma promissória) e recebe um "haver monetário" (p. ex., um empréstimo traduzido num depósito à vista). No caso de destruição de moeda, o público entrega ao banco um ativo monetário (digamos, dinheiro em espécie) e recebe um ativo não-monetário (a quitação do empréstimo). OBS.: A criação ou destruição de moeda só ocorre se, da operação entre o público e o banco, resultar uma alteração do total de meios de pgto. do público. Isto significa dizer que, se um indivíduo paga sua conta de luz com um cheque de sua conta corrente não haverá nem criação nem destruição de moeda, pois a queda de seus depósitos à vista é compensada pelo aumento dos depósitos da cia. de eletricidade - que também é público. Da mesma forma, se um correntista vai ao banco e saca de sua conta corrente, com um cheque seu, nada ocorre, de forma que ele trocou um ativo monetário (depósito à vista) por outro (dinheiro em espécie). Mas, claro, se ele saca de sua conta de poupança, há criação de meios de pgto., pois os depósitos de poupança são considerados haveres não-monetários. (Fonte de pesquisa: netpdf.blogspot.com) FONTE: http://iftheresahopetheresawill.blogspot.com.br/2013/11/economia.html

Acredito que o erro da letra A está na palavra "razão".

A acertiva "A" está incorreta ao tratar a relação entre multiplicador da base monetária e taxa de retenção de papel moeda em poder do público como direta. Em verade, a relação também é inversa: quanto mais papel moeda for retido em poder do público, menos depósitos à vista serão feitos, levando a uma menor criação de moeda escriturária, representada por um menor multiplicador da base monetária.

O erro da afimativa "B" encontra-se na inclusão dos depósitos de poupança na formação do M1, o qual é formado, apenas, pelo papel moeda em poder do público somado aos depósitos à vista criados pelos Bancos Comerciais. Ressalte-se que os depósitos de poupança compõem o M2.

A letra "C" está errada por apresentar situação oposta à realidade inflacionária: em processos inflacionários, o público demanda mais papel moeda, aumentando a razão entre o volume de papel moeda em poder do público (numerador) em relação ao volume de moeda bancária (denominador).

Quanto a alternativa "E", no Brasil, ao contrário dos EUA (FED), a emissão de papel moeda não é um instrumento de política monetária, não estando subordinada ao Ministério da Fazenda.

 

c) Em processos inflacionários, tende a diminuir a razão entre o volume de moeda em poder do público e o volume de moeda bancária.

FALSO - Em ambientes inflacionários, há maior oferta de moeda, situação na qual o PMPP e a moeda bancária aumentam (ambos). A razão entre eles não diminui, pois o numerador aumenta bastante (afinal de contas, os preços aumentam e as pessoas possuem maiores rendimentos nominais).

Não entendi porque a D está correta. Alguém tem alguma explicação?

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