Lactente de 1 ano e três meses de vida, com antecedente de ...

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Q4235060 Medicina
Lactente de 1 ano e três meses de vida, com antecedente de prematuridade tardia – 34 semanas de IG e peso ao nascimento de 1.850 g, sem intercorrências respiratórias perinatais. Relata 4 episódios de sibilância nos últimos 9 meses, e uso de corticoide oral em duas ocasiões. A mãe tem antecedente de asma. Assinale a alternativa correta com relação ao diagnóstico e ao tratamento. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Lactente com 4 episódios de sibilância em 9 meses, 2 com uso de corticoide oral, e história materna de asma tem alto risco para asma/sibilância recorrente, o que indica início de corticoide inalatório como tratamento controlador; em lactentes, o dispositivo tecnicamente adequado é spray pressurizado com espaçador e máscara.

Tema central: Sibilância recorrente no lactente
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está em usar a prematuridade como fundamento decisivo da conduta. O enunciado traz prematuridade tardia sem intercorrências respiratórias perinatais, portanto não há base para interpretar o quadro como sequela pulmonar neonatal que redefina o tratamento. Além disso, a alternativa formula o corticoide inalatório como parte do tratamento dos episódios de chiado, quando neste cenário ele entra como controlador de base; beta-agonista de curta ação é medicação de alívio, mas não é isso que define a resposta correta.
B
Errada
Mesmo admitindo forte probabilidade clínica de asma/sibilância persistente, o esquema proposto está medicamente incorreto. Montelucaste associado a tiotrópio não é o tratamento inicial padrão para lactente com esse perfil. O controlador de primeira linha, conforme a base, é corticoide inalatório. Portanto, a alternativa erra pela escolha farmacológica, não pelo reconhecimento de recorrência.
C
Errada
Tiotrópio não tem indicação certa como tratamento inicial em lactente de 1 ano e 3 meses com sibilância recorrente, e muito menos por prematuridade tardia isolada. A prematuridade, sem doença respiratória neonatal descrita, não cria indicação específica de anticolinérgico de longa ação. A alternativa contraria diretamente o tratamento de primeira linha sustentado pela base.
D
Certa
A alternativa D descreve a conduta inicial compatível com o quadro clínico e com a idade. O enunciado mostra recorrência significativa de sibilância e exacerbações relevantes, o que justifica controlador com corticoide inalatório. Como se trata de lactente, a administração por spray pressurizado com espaçador e máscara é a forma apropriada para garantir oferta inalatória adequada, já que nessa idade não há coordenação inalatória eficaz.
Pegadinha da questão
A banca tenta deslocar o raciocínio para a prematuridade e para fármacos não iniciais, quando o dado que realmente decide é a recorrência de sibilância com exacerbações e fator de risco familiar, o que aponta para corticoide inalatório com dispositivo apropriado para lactente.
Dica para questões semelhantes
  • Em menores de 5 anos, não espere confirmação funcional para reconhecer sibilância recorrente com alta probabilidade de asma e decidir controlador.
  • Se houver episódios repetidos e exacerbações relevantes, pense primeiro em corticoide inalatório como controlador de base.
  • Em lactentes, valorize o dispositivo: spray pressurizado com espaçador e máscara é o formato tecnicamente adequado.
  • Não use prematuridade isolada como justificativa para tiotrópio ou para mudar o tratamento inicial padrão.

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