O fisioterapeuta está realizando uma consulta em um pacient...
O fisioterapeuta está realizando uma consulta em um paciente que referiu problemas de coagulação sanguínea e necessita realizar fortalecimento muscular com carga em determinada musculatura.
Para atuar com segurança o fisioterapeuta deverá solicitar um exame complementar ao paciente, sendo o mais indicado para essa situação:
Gabarito comentado
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Tema central: segurança na prescrição de fortalecimento muscular com carga em paciente com distúrbio de coagulação. O risco maior é de hematomas e sangramentos intramusculares. O parâmetro laboratorial mais útil para decidir se e quanto carregar é a contagem de plaquetas (plaquetometria), pois plaquetas atuam na hemostasia primária (formação do tampão plaquetário).
Alternativa correta: D – Plaquetometria
Justificativa: A contagem de plaquetas correlaciona-se diretamente com o risco de sangramento durante atividades resistidas. Diretrizes e revisões (UpToDate; Harrison’s; recomendações de reabilitação onco-hematológica da ACSM/APTA) sugerem que:
- >50.000/µL: treino resistido geralmente seguro com progressão cautelosa.
- 20.000–50.000/µL: preferir cargas leves, evitar impacto/Manobra de Valsalva.
- <20.000/µL: evitar resistência; priorizar mobilidade suave.
Assim, para “atuar com segurança”, o exame que orienta diretamente a conduta é a plaquetometria.
Análise das alternativas incorretas
A – Fator Rh: informa tipagem sanguínea (Rh positivo/negativo). Útil em transfusão e gestação (doença hemolítica), mas não avalia risco de sangramento em exercício.
B – Eritrograma: avalia hemácias (VGM, HCM) e anemia. Impacta capacidade aeróbica e fadiga, porém não mede hemostasia nem risco de hematomas com carga.
C – Leucograma: mede leucócitos (infecção/inflação). Importante para risco infeccioso, mas não para sangramento durante fortalecimento.
E – Hemoglobinometria: quantifica hemoglobina; reflete transporte de oxigênio. Influencia tolerância ao esforço, mas não a coagulação.
Dica de prova (pegadinha): ao ler “problema de coagulação”, muitos pensam em TP/INR ou TTPa (hemostasia secundária). Eles são úteis para anticoagulação/defeitos de fatores, mas não estavam entre as opções. Quando a questão envolve segurança para exercício com carga e risco de hematoma, priorize plaquetas.
Para a prática clínica: combine plaquetometria com exame físico (equimoses, sangramento gengival, história de sangramento) e adapte a prescrição (evitar massagem profunda/agulhamento e cargas altas em plaquetopenia). Referências: UpToDate (Thrombocytopenia and bleeding risk), Harrison’s Principles of Internal Medicine, ACSM Guidelines for Exercise Testing and Prescription, orientações APTA para reabilitação em condições hematológicas.
Gabarito: D – Plaquetometria.
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