Considerando a regência do verbo "prever" no enunciado apre...

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Q3950858 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?


CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a regência do verbo "prever" no enunciado apresentado, analise o comportamento sintático do verbo e o valor da oração que o complementa, levando em conta sua transitividade e sua relação com o conteúdo semântico expresso, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho "Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.", o verbo "prever" exige complemento sem preposição e, por isso, é transitivo direto nesse contexto; a oração que o completa exerce função de objeto direto oracional, o que sustenta o gabarito A.

Tema central: Transitividade de prever
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta o núcleo sintático exigido pela questão: no trecho analisado, "prever" não tem sentido completo sozinho e pede um complemento que indique aquilo que não se pode prever. Esse complemento é expresso pela oração "como receberemos uma diferente forma de viver", que funciona como objeto direto oracional e veicula exatamente o conteúdo semântico previsto. Há imprecisão técnica na menção a "conjunção integrante", porque o segmento é introduzido por "como", mas isso não desfaz o acerto essencial da alternativa: transitividade direta do verbo e relação de objeto direto da oração completiva.
B
Errada
Está errada porque classifica "prever" como intransitivo, mas, no trecho, o verbo exige complemento: é preciso prever algo. A oração "como receberemos uma diferente forma de viver" não é segmento acessório nem mero acréscimo informativo; ela integra a regência do verbo e completa seu sentido.
C
Errada
Está errada porque atribui ao verbo "prever" valor predicativo e transforma a oração seguinte em predicativo do sujeito, o que não ocorre. A estrutura posterior não caracteriza o sujeito implícito; ela funciona como complemento verbal, isto é, como objeto direto oracional.
D
Errada
Está errada porque trata "prever" como transitivo indireto, mas o verbo, nesse uso, não exige preposição. Também não há base textual para afirmar preposição elíptica nem para dizer que a oração se inicia por elemento correlativo. A oração introduzida por "como" não é objeto indireto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o valor semântico de "como" e a função sintática global da oração: embora "como" remeta a modo, a oração inteira não é acessória nem adverbial solta; ela completa o verbo "prever" como objeto direto oracional. Outra armadilha foi a formulação tecnicamente imprecisa da alternativa A, que ainda assim permanece correta no ponto decisivo.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o verbo fica semanticamente incompleto sem o trecho seguinte; se ficar, há forte indício de complemento verbal, não de segmento acessório.
  • Quando o complemento vier em forma de oração, identifique a função da oração inteira antes de se fixar apenas no elemento introdutor.
  • Para distinguir objeto direto de indireto, observe se o verbo exige preposição no contexto.
  • Não confunda valor semântico interno da oração com sua função sintática no período.

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