No ambiente da farmácia hospitalar, as medidas de biossegura...

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Q3950123 Farmácia
No ambiente da farmácia hospitalar, as medidas de biossegurança são fundamentais para minimizar os riscos químicos e biológicos. De acordo com as boas práticas de manipulação em farmácia (RDC nº 67/2007) e a Norma Regulamentadora nº 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde), é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No preparo de medicamentos antineoplásicos, a RDC ANVISA nº 67/2007 e a NR-32 exigem a utilização de equipamento de proteção coletiva, como cabine de segurança biológica, além dos EPIs; esse é o critério normativo que torna a alternativa C a correta.

Tema central: Biossegurança em antineoplásicos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque adornos não são permitidos nesse contexto. Anéis, pulseiras e relógios dificultam a higienização, retêm sujidade e microrganismos e ainda podem comprometer o ajuste e a integridade das luvas. A NR-32 veda adornos em atividades com risco biológico e químico; usar luvas por cima não corrige essa inadequação.
B
Errada
Está errada porque luvas e máscaras não podem ser reutilizadas no dia seguinte após higienização improvisada com álcool 70%. A base afirma que muitos EPIs são descartáveis ou só podem ser reprocessados sob protocolo específico; fazer desinfecção informal compromete a barreira de proteção e a segurança ocupacional.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, no preparo de antineoplásicos, a proteção ocupacional e a contenção ambiental não se limitam aos EPIs. A base normativa citada na questão determina o uso de EPC adequado, especialmente cabine de segurança biológica, de modo que a alternativa descreve a medida exigida para esse cenário.
D
Errada
Está errada porque agulhas e ampolas de vidro são perfurocortantes. O critério de descarte aqui é contenção física contra punctura e ruptura, o que exige recipiente rígido apropriado. Saco branco leitoso não oferece essa proteção e, portanto, é inadequado e inseguro para esse tipo de resíduo.
E
Errada
Está errada porque o jaleco é vestimenta de proteção para o ambiente de trabalho, não peça de uso irrestrito para identificação profissional. A circulação em refeitórios e áreas de descanso contraria as boas práticas de biossegurança, pois favorece a disseminação de contaminantes fora da área assistencial.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre EPI e EPC: no preparo de antineoplásicos, não basta lembrar de luvas e máscara; o critério decisivo é que a norma exige também cabine de segurança biológica. As demais opções tentam normalizar condutas inseguras comuns, como luva sobre adorno, descarte inadequado e circulação com jaleco fora da área de trabalho.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar antineoplásicos, procure a exigência de proteção combinada: EPI mais equipamento de proteção coletiva, especialmente cabine de segurança biológica.
  • Luvas não corrigem falhas básicas de biossegurança: adornos continuam proibidos mesmo com as mãos enluvadas.
  • Perfurocortante se elimina pelo tipo de recipiente, não pela cor do saco: agulhas e vidro exigem coletor rígido resistente à punctura.
  • Jaleco é barreira ocupacional, não instrumento de circulação em refeitórios ou áreas de descanso.

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