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Q3950119 Farmácia
 No cotidiano da farmácia hospitalar, o domínio de cálculos farmacêuticos básicos é uma competência técnica indispensável para o auxiliar de farmácia, visando a segurança na dispensação e no preparo de doses. Sobre a aplicação prática desses cálculos e o manejo de unidades de medida, analise as assertivas abaixo:

I. Servem para classificar os medicamentos em grupos terapêuticos conforme o seu mecanismo de ação no sistema nervoso central.
II. A conversão de unidades, como de miligramas (mg) para microgramas (mcg), é restrita ao preparo de doses para pacientes adultos, sendo vedada para pacientes pediátricos ou neonatais.
III. A regra de três simples é essencial para determinar o volume exato de um medicamento líquido ou solução injetável necessário para cumprir uma dosagem específica prescrita.

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resolução depende de distinguir o escopo dos cálculos farmacêuticos básicos da classificação terapêutica. Nesse contexto, a assertiva III é a única compatível com a prática de cálculo de dose/volume por proporcionalidade; a I trata de agrupamento por mecanismo de ação, e a II impõe uma restrição inexistente à conversão de unidades em pediatria e neonatologia.

Tema central: Cálculos farmacêuticos básicos
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque depende de a assertiva I ser verdadeira, e ela é falsa. Classificar medicamentos em grupos terapêuticos ou por mecanismo de ação pertence à farmacologia geral e à classificação terapêutica, não ao cálculo farmacêutico. O ponto cobrado é dose, volume, concentração e conversão de unidades.
B
Errada
Incorreta porque a assertiva II é falsa. Conversão de unidades, como mg para mcg, integra o sistema métrico aplicado à dispensação e ao preparo de doses em qualquer faixa etária. Dizer que isso é restrito a adultos e vedado em pediatria ou neonatologia contraria o uso técnico consolidado dessas conversões, que são justamente críticas quando as doses são pequenas.
C
Certa
A alternativa C está correta porque somente a assertiva III descreve uma aplicação técnica própria dos cálculos farmacêuticos: a regra de três simples para obter o volume necessário a partir da dose prescrita e da concentração disponível. Esse é um uso operacional clássico da aritmética aplicada à farmácia e está diretamente ligado à segurança na dispensação e no preparo de medicamentos líquidos e soluções injetáveis.
D
Errada
Incorreta porque reúne duas assertivas falsas. A I está errada por confundir classificação farmacológica com cálculo farmacêutico. A II está errada por afirmar uma restrição inexistente e tecnicamente inadequada à conversão de unidades em pediatria e neonatologia.
E
Errada
Incorreta porque, embora a assertiva III seja verdadeira, a I permanece falsa. O erro está em aceitar como cálculo farmacêutico uma atividade que é de classificação por mecanismo de ação, sem relação com obtenção de dose, diluição, concentração ou volume.
Pegadinha da questão
A banca misturou conteúdo de farmacologia com cálculo farmacêutico e usou linguagem absoluta na assertiva II ('restrita', 'vedada') para induzir a falsa ideia de que conversão de unidades não se aplica a pediatria/neonatologia.
Dica para questões semelhantes
  • Separe cálculo farmacêutico de classificação terapêutica: cálculo envolve dose, volume, concentração, diluição e conversão de unidades.
  • Quando a assertiva relacionar dose prescrita e concentração disponível para achar volume, procure proporcionalidade ou regra de três simples.
  • Conversões como mg e mcg não são exceção pediátrica; fazem parte do cálculo farmacêutico em qualquer faixa etária.
  • Desconfie de enunciados absolutos sobre proibição ou vedação de operações básicas de cálculo sem fundamento técnico.

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