A utilização de tromboprofilaxia está indicada na circunstân...
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Comentário da Questão – Tromboprofilaxia em Contextos Clínicos
Tema central: A questão aborda a indicação de tromboprofilaxia (profilaxia medicamentosa de eventos tromboembólicos) em cenários clínicos específicos, conhecimento fundamental para a prática judiciária em saúde e essencial em concursos para Analista Judiciário.
Justificativa da Alternativa Correta (B - Retocolite ulcerativa em atividade e com diarreia com sangue):
Pacientes com retocolite ulcerativa (RCU) ativa, especialmente hospitalizados e apresentando sintomas graves como diarreia com sangue, têm risco significativamente elevado para eventos tromboembólicos (como trombose venosa profunda e embolia pulmonar). O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Retocolite Ulcerativa do Ministério da Saúde orienta que "em quadros graves, o paciente apresenta risco aumentado de tromboembolismo, recomendando-se tromboprofilaxia" (PCDT RCU, 2019, p. 21). A hipercoagulabilidade associada com a inflamação sistêmica justifica a conduta.
Análise das Alternativas Incorretas:
- A) Heterozigose para fator V de Leyden: Por si só, a presença do fator V mutado, sem história de trombose ou fatores de risco adicionais, não indica tromboprofilaxia rotineira (SBH, 2021).
- C) Antifosfolípide positivo, sem eventos clínicos: Pacientes só com anticorpos, sem episódios prévios de trombose ou abortamento, não são candidatos à profilaxia farmacológica (Diretriz de SAF, 2018).
- D) Adenocarcinoma de pâncreas: Embora câncer seja fator de risco, apenas pacientes hospitalizados ou em determinados regimes quimioterápicos têm indicação formal. Não se especifica aqui a condição de risco imediato.
- E) Fibrilação atrial paroxística: A anticoagulação ocorre para prevenção de AVC, porém a tromboprofilaxia “primária” foca mais afecções venosas ou contextos de imobilização. A indicação depende de escores como CHA₂DS₂-VASc.
Estratégia de Prova: Repare nos quadros clinicamente agudos/moderados a graves, hospitalização, doenças inflamatórias em atividade – estes elementos elevam o risco de tromboembolismo. Termos como “sem história prévia”, “paroxística” ou “apenas laboratório” sinalizam ausência de indicação formal.
Dica final: Nas questões sobre profilaxia, avalie sempre o contexto de gravidade clínica e as recomendações das diretrizes oficiais para tomada de decisão.
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pacientes com rcu grave em atividade ( mais de 6 episodios de diarreia com sangue ) tem indicação de tromboprofilaxia
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