A anestesia raquidiana para o parto cesáreo pode cursar com...
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Tema central: A questão aborda a escolha do vasopressor para tratar a hipotensão materna durante a anestesia raquidiana em cesárea, relacionando os efeitos dessas drogas sobre a fisiologia fetal.
Justificativa da alternativa correta (C – Efedrina):
A efedrina é um agente simpatomimético com ação predominantemente beta-adrenérgica indireta, causando aumento da frequência cardíaca materna e fetal, além do débito cardíaco. Embora por muito tempo tenha sido a droga padrão para tratar hipotensão na cesárea, estudos demonstram que ela aumenta o consumo de oxigênio fetal e está associada a maior incidência de acidose fetal (queda do pH do sangue do cordão umbilical), quando comparada à fenilefrina. Isso se deve à elevação da demanda metabólica fetal sem aumento proporcional da oferta de oxigênio pela placenta, propiciando acidose metabólica.
Segundo revisão da Revista Chilena de Anestesia: “La efedrina genera mayor incidencia de acidosis fetal comparada con la fenilefrina” (vol. 51, n.2, 2023).
Análise das alternativas incorretas:
A) Metaraminol: Este vasopressor atua principalmente em receptores alfa, aumentando a resistência vascular sem taquicardia importante. Não há evidências de associação entre seu uso e acidose fetal.
B) Fenilefrina: Agonista alfa-1 puro, promove vasoconstrição e mantém a pressão arterial com risco menor de acidose fetal. É considerado preferencial atualmente, conforme evidências e recomendações internacionais (UpToDate, 2024).
D) Ocitocina: Não é vasopressor! É um uterotônico, usado para contração uterina e prevenção de hemorragia pós-parto. Não há associação com acidose fetal nesta indicação.
E) Lidocaína: É anestésico local, não vasopressor, e seu uso nesta situação não tem relação com acidose fetal por vasopressão.
Dica de interpretação: Note a diferença crucial entre “vasopressor” e outros tipos de drogas no contexto obstétrico. Palavras como vasopressora e o destaque para acidose fetal são chaves para descartar opções fora do contexto fisiopatológico esperado.
Referências clássicas: Miller’s Anesthesia, 9ª edição, e protocolos da SBRA para anestesia obstétrica reforçam o papel da efedrina como agente mais associado à acidose fetal.
Resumo: A efedrina é a droga vasopressora mais associada à acidose fetal na anestesia raquidiana para cesariana, devendo ser evitada quando possível.
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