Com relação à classificação petrológica de rochas kimberlít...

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Q4378629 Geologia
Com relação à classificação petrológica de rochas kimberlíticas, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.

Os _______________ são rochas ricas em voláteis, porém, entre esses, predomina a molécula de H2O. Nessas rochas, a mica é abundante. Apresentam macrocristais e microfenocristais de flogopita e olivina; esta última podendo formar cristais primários euédricos. A matriz é composta por diopsídio, espinélio (Mg-cromita a Ti-magnetita), perovskita, apatita, fosfatos ricos em ETR (monazita e daquingshanita), titanatos do grupo da holandita, rutilo e ilmenita. A perovskita e a apatita apresentam elevados teores de Sr e, na primeira, de ETR. Também, podem ocorrer carbonatos (inclusive, ricos em ETR), serpentina, witherita e norsethita.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A combinação de voláteis predominantemente aquosos e caráter fortemente micáceo aponta, na classificação adotada, para orangeítos (A).

Tema central: Classificação petrológica dos orangeítos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde à classificação petrológica sustentada pelo conjunto descrito: rochas ricas em voláteis predominantemente aquosos e marcadamente micáceas, com flogopita em diferentes populações cristalinas. A mineralogia acessória reforça a identificação: perovskita enriquecida em Sr e ETR, apatita rica em Sr, monazita, daquingshanita e titanatos do grupo da holandita integram a descrição clássica dos orangeítos. Esses acessórios confirmam a associação; não precisam ser tratados como minerais exclusivos ou obrigatórios em todo orangeíto.
B
Errada
Orangeítos foram historicamente denominados kimberlitos do Grupo II, mas isso não torna o termo kimberlitos, sem qualificação, a resposta específica. Como a questão oferece orangeítos em alternativa própria e apresenta sua descrição clássica, deve-se selecionar essa denominação. A presença de olivina e a afinidade com rochas kimberlíticas não substituem esse critério de especificidade.
C
Errada
A abundância de mica, isoladamente, não permite classificar a rocha como lamprófiro. É necessário considerar também a associação de carbonatos, fosfatos e titanatos apresentada, que corresponde à descrição clássica dos orangeítos. Estudos comparativos distinguem essa associação daquela de minettes, um tipo de lamprófiro; portanto, escolher C apenas pelo caráter micáceo desconsidera o conjunto mineralógico decisivo.
D
Errada
Na nomenclatura clássica adotada pela questão, a combinação descrita identifica especificamente os orangeítos, distinguidos dos lamproítos. A exclusão de D depende desse enquadramento nomenclatural, e não de uma incompatibilidade absoluta: parte da literatura utiliza a denominação lamproítos do Kaapvaal para os orangeítos. Aqui, o nome que corresponde diretamente à definição apresentada é orangeítos.
Pegadinha da questão
Atenção para não tomar uma denominação histórica ou um mineral isolado como critério suficiente: reconheça a associação diagnóstica e use os acessórios como confirmação.
Dica para questões semelhantes
  • Em descrições petrológicas extensas, identifique primeiro a combinação de características definidoras e use os acessórios como confirmação, sem transformar um mineral compartilhado em diagnóstico exclusivo.
  • Predomínio de H2O entre os voláteis não significa ausência de CO2 ou de carbonatos; predominância não equivale a exclusividade.

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