Em um paciente sendo submetido à anestesia de bloqueio do p...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a toxicidade sistêmica por anestésico local (LAST) — quadro grave frequentemente relacionado ao uso inadvertido de anestésicos locais altamente lipofílicos, como a bupivacaína, em bloqueios de plexo. Os principais sintomas são convulsões, arritmias graves e parada cardiorrespiratória. É fundamental que o médico anestesiologista reconheça precocemente esse cenário e saiba o protocolo de atuação.
Alternativa correta (C – Emulsão lipídica): Segundo as recomendações internacionais e nacionais, a administração intravenosa de emulsão lipídica a 20% é a principal medida específica para reverter a toxicidade sistêmica por bupivacaína. O mecanismo envolve o chamado “compartimento lipídico”, no qual a emulsão sequestra o anestésico lipofílico do plasma, reduz sua disponibilidade nos tecidos-alvo (especialmente miocárdio e SNC) e favorece a melhor recuperação cardíaca. Conforme a Anesthesia Patient Safety Foundation: “Após o bolus inicial de emulsão lipídica (...), a LAST persistente pode ser gerenciada com bolus repetidos e/ou infusão de lipídios”. Trata-se, portanto, da única terapia considerada específica e prioritária para casos graves, como a parada cardiorrespiratória induzida por bupivacaína.
Análise das alternativas incorretas:
A) Propofol: Embora possa ser utilizado para controlar convulsões em pequenas doses, não é terapia de escolha para tratamento da LAST grave ou parada cardíaca. O próprio protocolo da APSF destaca: “O propofol não é um substituto para a emulsão lipídica”.
B) Benzodiazepínicos: Úteis apenas como adjuvantes no controle das convulsões provocadas pela toxicidade, mas não são capazes de alterar a gravidade da disfunção cardiovascular secundária à bupivacaína.
D) Desmopressina: Não possui indicação para toxicidade por anestésico local; seu uso é restrito a distúrbios hemorrágicos específicos.
E) Dopamina: Embora seja um agente vasoativo, não reverte o mecanismo primário da toxicidade. Além disso, o uso de vasopressores não substitui a remoção do agente tóxico.
Dica estratégica: Fique atento à menção de “bupivacaína” e “parada cardiorrespiratória pós-toxicidade”. Nessas situações, lembre-se do tratamento específico: emulsão lipídica endovenosa.
Resumo: O único tratamento específico e comprovado para a parada cardíaca causada por intoxicação por bupivacaína é a emulsão lipídica intravenosa (Alternativa C).
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Comentários
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Gabarito: C!
A emulsão lipídica intravenosa é um tratamento eficaz e clinicamente estabelecido para reversão do colapso cardiovascular induzido por anestésicos locais.
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