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Segundo Ayres et al. (2003), há diferentes abordagens quando...

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Q3735792 Saúde Pública
Segundo Ayres et al. (2003), há diferentes abordagens quando se compreende a diferença entre grupo de risco e comportamento de risco. Para os autores, quando se passou a privilegiar o conceito de comportamento de risco, o alvo das ações passou a ser o isolamento do agente infeccioso e não mais o isolamento entre o infectado e o suscetível. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a evolução conceitual em Saúde Pública entre “grupo de risco” e “comportamento de risco”, com ênfase nas implicações dessa mudança para estratégias de prevenção e manejo de doenças infecciosas.

Explicação teórica: Inicialmente, políticas de saúde focavam em “grupos de risco”, categorizando e segmentando a população em “indivíduos perigosos ou atingidos” e “indivíduos a proteger”. Com o tempo, essa abordagem mostrou-se limitada e até discriminatória. Ayres et al. (2003) e manuais do Ministério da Saúde demonstram que a ênfase mais moderna está nos comportamentos de risco.

Assim, a questão certa – alternativa A – traz o entendimento correto: não se divide mais a população em “perigosos/protegidos”; o foco passa a ser no risco (agente infeccioso ou comportamento) diante de toda a população possivelmente exposta.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa A capta a essência do novo paradigma: estudos atuais de epidemiologia, como detalhado por Ayres et al., deixam de fortalecer barreiras sociais e concentram energia na redução da exposição a riscos, ampliando estratégias educativas, preventivas e comunicacionais para todos, evitando rótulos e exclusões.

Análise das alternativas incorretas:

  • B: Retoma a noção antiga de “grupo de risco”, centrando políticas apenas em infectados, contrariando o foco em toda a população exposta a comportamentos de risco.
  • C: Reforça divisões e estigmatizações, postura ultrapassada na epidemiologia moderna.
  • D: Segmenta a população previamente à ação e foca em infectados, desconsiderando a abrangência do conceito de comportamento de risco.
  • E: Apesar de mencionar vacinação universal, ignora o papel central da promoção de saúde e mudança de comportamento, indispensáveis em muitas situações epidemiológicas.

Estratégia para a prova:
Atenção às expressões que indicam divisão/exclusão de grupos, que normalmente remetem à abordagem superada; priorize alternativas que tratem a população de modo amplo e evitem discriminações, como recomendado pelas diretrizes do Ministério da Saúde.

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