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Q3840443 Saúde Pública
Em uma Unidade Básica de Saúde, o técnico de enfermagem atende usuário com febre alta, cefaleia intensa, vômitos e rigidez de nuca. O médico avalia e levanta hipótese diagnóstica de meningite bacteriana, providenciando transferência para hospital de referência. Considerando a Lista Nacional de Notificação Compulsória e os fluxos de vigilância epidemiológica, a conduta correta quanto à notificação é:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A hipótese de meningite bacteriana já enquadra o caso como suspeita de agravo de notificação compulsória imediata, com comunicação em até 24 horas pelo meio mais rápido disponível.

Tema central: Notificação compulsória imediata
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a UBS que identificou o caso suspeito não pode transferir ao hospital de referência a responsabilidade pela notificação. O critério aplicável é que o dever de notificar é do serviço/profissional que toma conhecimento da suspeita.
B
Errada
Está errada porque a notificação compulsória alcança suspeita ou confirmação. Esperar resultado laboratorial contraria a regra da notificação imediata para meningites e inviabiliza o prazo de até 24 horas.
C
Errada
Está errada porque a notificação de agravo previsto na lista nacional não depende de decisão discricionária da coordenação da unidade, nem de avaliação sobre pertinência local ou disponibilidade de fichas. A comunicação é obrigatória.
D
Certa
A alternativa D está correta porque aplica o protocolo da notificação compulsória para suspeita de meningite: a comunicação é obrigatória já na suspeita, não depende de confirmação etiológica laboratorial e deve ser feita à autoridade sanitária em até 24 horas, pelo meio mais rápido disponível.
E
Errada
Está errada porque consolidação ao final da semana epidemiológica corresponde ao fluxo de notificação regular/semanal. Para suspeita de meningite, o fluxo correto é imediato, em até 24 horas, e o registro em prontuário não substitui a notificação compulsória.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a suspeita de meningite como se dependesse de confirmação laboratorial, de autorização interna da unidade ou de fluxo semanal, quando a lista nacional exige notificação imediata.
Dica para questões semelhantes
  • Se o agravo estiver na lista de notificação imediata, a comunicação deve ocorrer em até 24 horas pelo meio mais rápido disponível.
  • Para notificação compulsória, suspeita já basta quando a norma assim enquadra o agravo; não se aguarda exame confirmatório para iniciar a comunicação.
  • A transferência do paciente não desloca automaticamente a obrigação de notificar: quem primeiro identifica a suspeita também tem dever de comunicar.

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Art. 4º Adotar, na forma do Anexo II a esta Portaria, a Lista de Notificação Compulsória Imediata - LNCI, referente às doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional em toda a rede de saúde, pública e privada.

§ 1º As doenças, agravos e eventos constantes do Anexo II a esta Portaria, devem ser notificados às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (SES e SMS) em, no máximo, 24 (vinte e quatro) horas a partir da suspeita inicial, e às SES e SMS que também deverão informar imediatamente a SVS/MS.

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