A radioiodoterapia consiste na utilização de iodo-131 para o...
A radioiodoterapia consiste na utilização de iodo-131 para o tratamento de doenças benignas da tireoide, bem como na ablação de restos e tratamento de metástases do carcinoma diferenciado de tireoide. Sobre a radioiodoterapia para tratamento de hipertireoidismo assinale a alternativa incorreta.
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Tema central: A radioiodoterapia utiliza o iodo-131 para tratar doenças benignas da tireoide, incluindo hipertireoidismo (Doença de Graves, bócio nodular tóxico). Esta terapia atua porque a glândula tireoide capta e incorpora o iodo radioativo da mesma forma que o iodo alimentar, concentrando ali a ação beta do isótopo que gera destruição tecidual autolimitada.
Justificativa da alternativa correta (letra C): A alternativa C está incorreta ao afirmar que a gravidez é contra-indicação relativa e que basta suspender a amamentação por uma semana. Na verdade, ambos são contraindicações absolutas para radioiodoterapia! De acordo com o consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (vide “Hipertireoidismo: diagnóstico e tratamento”), “O radioiodo é absolutamente contraindicado durante a gravidez (pelo risco de ablação da tireóide fetal) e a amamentação.”
Além disso, como o iodo-131 se acumula no leite, há risco real para a criança; interrupção definitiva da amamentação é indispensável. Portanto, essa alternativa fere protocolos e guidelines nacionais e internacionais.
Análise das demais alternativas:
A) CORRETA. O iodo-131 segue exatamente a via fisiológica do iodo na tireoide, emitindo radiação beta principalmente, que é responsável pela necrose seletiva das células tireoidianas.
B) CORRETA. Radioiodoterapia é destinada a doenças benignas tireoidianas como Doença de Graves e nódulos autônomos, conforme preconizado em diretrizes e consenso de endocrinologia.
D) CORRETA. O efeito clínico máximo ocorre geralmente em até três meses, com remissão do hipertireoidismo e melhora dos exames laboratoriais, o que está em concordância com a prática clínica documentada.
E) CORRETA. Um dos principais efeitos tardios da radioiodoterapia é a evolução para hipotireoidismo (frequentemente após 12 meses), o que demanda acompanhamento e eventual reposição com levotiroxina.
Estratégia para prova: Fique atento às contraindicações ABSOLUTAS de radioiodoterapia (gravidez e amamentação). Termos como “relativa” ou “suspensão por breve período” costumam caracterizar erro. Siga sempre o que está descrito nos consensos oficiais e não apenas no uso clínico empírico.
Referência: “O radioiodo é absolutamente contraindicado durante a gravidez (pelo risco de ablação da tireóide fetal) e a amamentação.” (Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia)
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