O diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG) está a...
O diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG) está associado a desfechos adversos da gestação. Em relação ao manejo intraparto, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
A hiperglicemia materna durante o parto está associada à __________ neonatal, motivo pelo qual o controle glicêmico deve ser mantido durante todo o parto. Existem vários protocolos de manejo, mas o consenso é empregar insulina de curta ação e monitorizar a glicemia capilar a cada ________ horas, objetivando glicemias capilares entre ________ mg/dL.
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Tema central: O controle glicêmico no intraparto de pacientes com diabetes mellitus gestacional (DMG) é fundamental para evitar riscos tanto maternos quanto fetais. O principal desfecho adverso relacionado à hiperglicemia materna durante o parto é a ocorrência de hipoglicemia neonatal.
Comentário da alternativa correta (B):
A alternativa B está absolutamente alinhada com a prática clínica e recomendações de protocolos atuais. Hiperglicemia materna intraparto está relacionada diretamente ao risco de hipoglicemia neonatal, pois a elevação dos níveis de glicose materna induz hiperinsulinemia fetal. Após o nascimento, sem o aporte contínuo de glicose materna, o recém-nascido pode apresentar hipoglicemia significativa.
O monitoramento glicêmico recomendado é a cada 1 a 2 horas, conforme destacado em diretrizes obstétricas. Essa frequência permite identificação rápida de alterações e ajustes na administração de insulina de curta ação, garantindo estabilidade dos níveis glicêmicos maternos.
A meta glicêmica deve ser mantida entre 72 e 126 mg/dL durante o trabalho de parto. Esta faixa proporciona maior segurança, minimizando tanto eventos hiperglicêmicos quanto hipoglicêmicos na mãe e no neonato (“...a recomendação é meta glicêmica entre 72 e 126 mg/dL; Balsells et al.”).
Análise das alternativas incorretas:
A) "Hiperglicemia" pode parecer correta, mas o desfecho neonatal de risco é a hipoglicemia (não a hiperglicemia). Erro grave. A frequência (4 a 6 horas) também é inadequada, pois pode atrasar intervenções necessárias.
C) Apresenta "hipoglicemia" corretamente, mas sugere monitorar cada 4 a 6 horas, o que é insuficiente em momento crítico como o parto. O alvo glicêmico (110–126) está acima do recomendado, ignorando riscos de hiperglicemia materna.
D) Erra ao colocar "hiperglicemia" como desfecho neonatal e sugere metas glicêmicas elevadas. Além disso, concentra o monitoramento a cada 1 a 2 horas, o que está correto, mas isto não compensa os outros erros.
Dica de prova: Sempre associe hiperglicemia materna intraparto ao risco de hipoglicemia neonatal devido à hiperinsulinemia fetal. Atenção à frequência de monitoramento e aos valores-alvo: esses são detalhes que costumam ser “pegadinhas”.
Segundo Balsells et al., "a hiperglicemia materna nas últimas 2 horas do parto correlaciona-se com hipoglicemia neonatal", fundamentando o raciocínio e a escolha da alternativa correta.
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hipoglicemia | 1 a 2 | 72 e 126
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