Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnó...

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Q3840206 Saúde Pública
Os indicadores de frequência são fundamentais para o diagnóstico epidemiológico. Considere uma região onde houve aumento abrupto no número de novos casos de doença infecciosa em curto período, caracterizando surto. A doença apresenta baixa letalidade, curta duração (recuperação em poucos dias) e não evolui para cronicidade. Nesse cenário, o comportamento esperado das medidas de frequência é:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Surto com aumento abrupto de casos novos em doença aguda e de curta duração: isso aponta para aumento da incidência, com pouca alteração da prevalência.

Tema central: Incidência e prevalência
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, no surto, a incidência não se reduz; ela aumenta, já que o dado central é o aumento abrupto de casos novos. Também não há base no enunciado para afirmar controle imediato por saturação de suscetíveis.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, em surto, há aumento de casos novos, elevando a incidência. Como a doença tem curta duração, baixa letalidade e não cronifica, os casos não se acumulam por muito tempo; assim, a prevalência tende a variar pouco ou a aumentar apenas de forma transitória.
C
Errada
Está errada porque pressupõe acúmulo importante de casos em curso, fazendo a prevalência crescer mais que a incidência. Isso contraria a curta duração da doença e a ausência de cronicidade, que limitam a permanência dos casos no estoque de doentes.
D
Errada
Está errada em dois pontos concretos: primeiro, afirma redução da incidência durante o surto, quando surto significa justamente aumento de casos novos; segundo, prevê aumento sustentado da prevalência nos meses seguintes, o que não se compatibiliza com doença de curta duração e sem evolução crônica.
E
Errada
Está errada porque fala em estabilidade da incidência durante o surto, o que contraria a definição operacional do evento descrito. Mesmo que a saída rápida por cura limite a prevalência, isso não elimina o aumento da incidência esperado.
Pegadinha da questão
A confusão real era tratar incidência e prevalência como se aumentassem sempre na mesma proporção; aqui o surto eleva os casos novos, mas a curta duração da doença impede acúmulo sustentado de casos prevalentes.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado destacar aumento de casos novos em curto período, pense primeiro em elevação da incidência.
  • Para prever a prevalência, verifique quanto tempo os casos permanecem como casos existentes; curta duração reduz acúmulo.
  • Baixa letalidade e ausência de cronicidade afastam explicações por morte ou manutenção prolongada dos casos.
  • Não conclua imunidade coletiva, saturação de suscetíveis ou controle do surto sem apoio expresso no enunciado.

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