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Q3840204 Serviço Social
Em reunião da Comissão Intergestores Regional, surge divergência sobre incorporação de tecnologia diagnóstica de alto custo. Um grupo de gestores defende adoção imediata "em resposta à demanda social", enquanto outro sustenta que a decisão deve se basear "exclusivamente em evidência científica de eficácia". Considerando a governança e os critérios para tomada de decisão sobre incorporação de tecnologias no SUS, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão exigia identificar que a incorporação de tecnologia no SUS não se resolve por critério único: a base normativa pede evidências científicas, avaliação econômica comparativa e decisão institucional no âmbito do sistema, o que afasta as alternativas baseadas em autonomia unilateral, eficácia isolada, menor preço ou pressão social.

Tema central: Incorporação de tecnologias no SUS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata a incorporação como decisão unilateral de cada município, em nome da descentralização. A base afirma que não há autonomia municipal plena para incorporar tecnologias sem coordenação.
B
Errada
Está errada porque transforma eficácia clínica em critério suficiente e obrigatório. A norma exige também avaliação econômica comparativa e segurança, portanto eficácia isolada não basta.
C
Errada
Está errada porque reduz a decisão ao menor preço de aquisição. O critério legal não é menor preço nominal, mas avaliação baseada em evidência, segurança, efetividade, eficiência e custo-efetividade.
D
Errada
Está errada porque coloca a pressão social acima dos critérios técnicos. A participação social não substitui a avaliação técnico-científica e econômica exigida no regime de incorporação tecnológica do SUS.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque é a única compatível com o protocolo normativo de incorporação de tecnologias no SUS: a decisão não se apoia em um único fator, mas em base técnico-científica e análise de sustentabilidade para o sistema. A Lei nº 8.080/1990, no art. 19-Q, § 2º, exige que o relatório considere evidências científicas sobre eficácia, acurácia, efetividade e segurança, bem como avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos; o Decreto nº 7.646/2011 reforça critérios de eficácia, eficiência, efetividade e relação custo-efetividade no processo institucional. Assim, a alternativa E é a que melhor traduz essa lógica de decisão.
Pegadinha da questão
A confusão foi induzir o candidato a escolher um critério único como se ele prevalecesse sozinho: autonomia municipal, eficácia clínica, menor preço ou pressão social.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre incorporação de tecnologias no SUS, desconfie de alternativas que absolutizam um único critério decisório.
  • Se a opção ignora avaliação econômica comparativa, segurança ou impacto sistêmico, tende a contrariar o art. 19-Q, § 2º.
  • Não confunda descentralização do SUS com liberdade unilateral irrestrita para incorporar tecnologia.
  • Alternativas compatíveis com a governança do SUS podem estar corretas mesmo sem reproduzir literalmente o texto legal.

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