Um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é atendido com hist...

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Q4039800 Veterinária
Um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é atendido com histórico de arrancamento de penas crônico. O animal é mantido em ambiente doméstico, com baixa estimulação ambiental e dieta pouco variada. Ao exame clínico, não são observadas lesões dermatológicas primárias evidentes. Considerando a abordagem diagnóstica e terapêutica desse tipo de alteração em psitacídeos, avalie as afirmativas a seguir: 

I. A ausência de lesões cutâneas primárias não exclui a presença de causas orgânicas sistêmicas, como distúrbios metabólicos, infecciosos ou nutricionais.
II. A correção dietética é suficiente para resolução do quadro, independentemente de outros fatores envolvi dos.
III. O comportamento deve ser considerado exclusivamente de origem psicológica nesses casos.
IV. O enriquecimento ambiental não interfere na frequência do comportamento.
V. O uso de fármacos é sempre contraindicado nesses casos.

Assinale apenas a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O arrancamento de penas em psitacídeos é uma síndrome multifatorial; no caso, a ausência de lesões dermatológicas primárias evidentes não exclui causas orgânicas, infecciosas, nutricionais ou metabólicas, de modo que apenas a afirmativa I se mantém correta.

Tema central: Arrancamento de penas em psitacídeos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é correta porque a afirmativa I expressa o princípio diagnóstico central do feather damaging behavior em psitacídeos: não haver lesão cutânea primária evidente ao exame não exclui causa médica subjacente. O quadro pode estar ligado a distúrbios nutricionais, infecciosos, metabólicos ou outros fatores orgânicos, além de componentes ambientais e comportamentais. Portanto, a abordagem correta exige investigação multifatorial, e não rotulação imediata como problema exclusivamente psicológico.
B
Errada
Incorreta porque reúne duas assertivas falsas. A II erra ao afirmar suficiência universal da correção dietética: dieta é um pilar de manejo, mas não resolve independentemente de outros fatores quando o arrancamento de penas pode ter etiologia orgânica, infecciosa, metabólica ou comportamental associada. A III também é falsa porque o quadro não deve ser considerado exclusivamente de origem psicológica; esse reducionismo contraria a natureza multifatorial do problema e pode levar à exclusão indevida de causas médicas.
C
Errada
Incorreta porque III e IV são falsas. A III falha pelo mesmo motivo diagnóstico: ausência de lesão primária não define etiologia exclusivamente psicológica. A IV é errada porque o enriquecimento ambiental pode interferir, sim, na frequência do comportamento, com redução em muitos casos, já que manejo ambiental, aumento de forrageamento e interação adequada têm papel terapêutico reconhecido em psitacídeos cativos.
D
Errada
Incorreta porque as três assertivas listadas são falsas. A II erra por atribuir à dieta um efeito resolutivo isolado e universal. A IV erra ao negar efeito do enriquecimento ambiental, embora o manejo ambiental possa reduzir o comportamento. A V é falsa porque o uso de fármacos não é sempre contraindicado; medicamentos podem ser considerados em casos selecionados, conforme a etiologia e a avaliação clínica. Transformar essa cautela em proibição absoluta é tecnicamente incorreto.
E
Errada
Incorreta porque não é verdade que todas as afirmativas estejam corretas. Pela base clínica do arrancamento de penas em psitacídeos, apenas a I se sustenta. As assertivas II, III, IV e V são invalidadas por absolutismos indevidos: dieta não é sempre suficiente, o quadro não é exclusivamente psicológico, enriquecimento ambiental pode ajudar e fármacos não são universalmente contraindicados.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ausência de lesão dermatológica primária e origem psicogênica obrigatória, além de usar termos absolutos como 'exclusivamente', 'independentemente', 'não interfere' e 'sempre contraindicado' para tornar falsas as demais assertivas.
Dica para questões semelhantes
  • Em psitacídeos com arrancamento de penas, não conclua etiologia comportamental só porque não há lesão cutânea primária evidente.
  • Quando a questão trouxer dieta inadequada e ambiente pobre, isso aponta fatores relevantes de manejo, mas não prova suficiência causal ou terapêutica isolada.
  • Desconfie de assertivas absolutas em síndromes multifatoriais: exclusividade causal e contraindicação universal costumam estar erradas.
  • O critério transferível é separar investigação diagnóstica de manejo terapêutico: ambos devem considerar causas orgânicas e comportamentais.

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