Um gambá (Didelphis sp.) é atendido após atropelamento, apre...

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Q4039799 Medicina
Um gambá (Didelphis sp.) é atendido após atropelamento, apresentando redução do nível de consciência, pos tura anormal e padrão respiratório irregular. Durante o atendimento inicial, a equipe prioriza medidas para evitar agravamento de lesões secundárias no sistema nervoso central. Considerando os princípios de manejo inicial do trauma cranioencefálico em mamíferos silvestres, assinale apenas a alternativa correta.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No TCE, a prioridade inicial é evitar lesão cerebral secundária por hipóxia e hipotensão. No caso, o atropelamento com rebaixamento do nível de consciência, postura anormal e respiração irregular aponta risco de comprometimento da ventilação e da perfusão cerebral, o que torna correta a alternativa que prioriza manter oxigenação e perfusão cerebral.

Tema central: Prioridades no TCE
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque hiperventilação contínua não é a estratégia principal do manejo inicial do TCE. Embora possa reduzir temporariamente a pressão intracraniana, a hipocapnia induz vasoconstrição cerebral e pode diminuir o fluxo sanguíneo cerebral, agravando hipoperfusão. Portanto, é medida adjuvante, transitória e contextual, não prioridade universal.
B
Errada
Está errada porque a fluidoterapia no trauma deve ser titulada para restaurar perfusão sem excesso. A formulação de reposição 'agressiva' como regra contraria o princípio hemodinâmico do TCE, já que expansão volêmica indiscriminada pode agravar edema e outras complicações. O objetivo é corrigir hipotensão e preservar perfusão cerebral, não infundir volume de modo excessivo.
C
Certa
A alternativa C está correta porque expressa a medida central do manejo inicial do trauma cranioencefálico: prevenir insultos secundários ao encéfalo. O ponto prático é garantir suporte ventilatório e hemodinâmico para preservar oxigenação e perfusão cerebral, já que hipóxia e hipotensão pioram o dano neurológico.
D
Errada
Está errada porque transforma uma conduta contextual em proibição absoluta. Sedação profunda não deve ser evitada em todos os casos; pode ser necessária para controlar agitação, permitir ventilação, reduzir consumo metabólico cerebral e ajudar a prevenir elevação da pressão intracraniana, desde que monitorizada. O erro médico é o 'independentemente do estado clínico'.
E
Errada
Está errada porque agentes osmóticos não são universalmente contraindicados em suspeita de lesão cerebral. Ao contrário, manitol ou solução salina hipertônica podem ter indicação quando há suspeita de hipertensão intracraniana ou edema cerebral, salvo contraindicações específicas. A alternativa falha por afirmar uma contraindicação geral que não existe.
Pegadinha da questão
A banca explorou alternativas com linguagem absoluta para condutas que, no TCE, são apenas contextuais: hiperventilação, sedação, osmoterapia e fluidoterapia não são proibidas nem obrigatórias de forma indiscriminada; a prioridade universal é manter oxigenação e perfusão cerebral.
Dica para questões semelhantes
  • Em TCE, primeiro identifique o que piora a lesão secundária: hipóxia e hipotensão são os alvos imediatos do manejo.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como 'sempre', 'em todos os casos', 'estratégia principal' e 'contraindicado' quando a conduta depende do contexto clínico.
  • Separe medidas centrais de medidas adjuvantes: oxigenação e perfusão são prioridade universal; hiperventilação e osmoterapia dependem de indicação específica.
  • Não confunda necessidade de evitar hipotensão com autorização para fluidoterapia agressiva indiscriminada.

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