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Q3293156 Odontologia
No controle de infecções virais no consultório odontológico, qual prática está em consonância com protocolos de biossegurança? 
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Tema central: Controle de infecções virais no consultório odontológico com base em precauções-padrão e controle de aerossóis: uso de EPIs, esterilização de instrumentos e desinfecção de superfícies para prevenir transmissão cruzada (HBV, HCV, HIV, influenza, SARS-CoV-2).

Alternativa correta: A — Está alinhada às diretrizes da CDC (Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings), OMS, ANVISA (Notas Técnicas GVIMS/GGTES) e Ministério da Saúde. Em procedimentos com aerossóis, recomenda-se: EPIs completos (luvas, proteção ocular/face shield, máscara — cirúrgica ou respirador PFF2/N95 conforme risco — e avental), esterilização de instrumentais críticos/semicríticos (preferencialmente autoclave) e desinfecção de superfícies de contato com desinfetantes de nível intermediário (ex.: álcool 70%, hipoclorito 0,1–0,5%). Essas medidas reduzem significativamente a propagação cruzada de vírus respiratórios e sanguíneos.

Conceitos-chave para a prova: Esterilização = destrói todas as formas de vida microbiana; Desinfecção = reduz/elimina microrganismos patogênicos em superfícies inanimadas; Aerossóis = partículas finas geradas por alta rotação/ultrassom, capazes de transportar vírus.

Por que as demais estão incorretas?

B — “Confiar somente na ventilação”. Ventilação é complementar, não substitui esterilização de pontas/instrumentos e desinfecção de sugadores e linhas de sucção. Diretrizes da CDC/ANVISA enfatizam reprocessamento adequado de itens críticos/semicríticos e limpeza entre pacientes; depender só de ventilação mantém risco de transmissão.

C — “Trocar luvas a cada 3 pacientes”. Luvas são descartáveis e de uso único por paciente, devendo ser trocadas também entre procedimentos no mesmo paciente se contaminadas/rompidas. Reduzir trocas promove contaminação cruzada por contato indireto com superfícies e mucosas (CDC; OMS).

D — “Máscara apenas com doença viral confirmada”. Precauções-padrão são universais porque muitos pacientes são assintomáticos ou sem diagnóstico. Máscaras fazem parte do uso rotineiro; para procedimentos geradores de aerossóis, considerar respiradores PFF2/N95. Aplicar apenas com confirmação contraria CDC/ANVISA e aumenta risco ocupacional.

Dicas de interpretação: Procure termos que evoquem “precauções-padrão”, “entre pacientes”, “esterilização/desinfecção” e “EPIs completos”. Desconfie de propostas que “substituem” etapas fundamentais (ex.: trocar luvas tardiamente, usar máscara só em casos confirmados, confiar apenas em ventilação).

Nota de biossegurança ampliada: A vacinação do cirurgião-dentista e equipe (HBV, influenza, dTpa, sarampo-caxumba-rubéola, varicela, COVID-19) é medida adicional essencial e integra programas de imunização ocupacional (MS/OMS/CDC).

Referências: CDC Infection Control in Dental Settings; OMS – Precauções-Padrão; ANVISA – Notas Técnicas GVIMS/GGTES; UpToDate.

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