Noções de microbiologia bucal apontam que pH e composição s...
Gabarito comentado
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Tema central: A cárie é uma doença biofilme-açúcar dependente, modulada por pH salivar, fluxo e capacidade tampão da saliva. A promoção de saúde no PSF prioriza medidas educativas, preventivas e custo-efetivas, atuando no triângulo de Keyes (hospedeiro–biofilme–dieta) e no balanço cárie (des/remineralização).
Alternativa correta: B – Ajustes dietéticos (redução de açúcares livres e da frequência de consumo), estímulo mastigatório para aumentar fluxo salivar (ex.: goma sem açúcar/xilitol), flúor tópico (dentifrício 1000–1450 ppm, verniz em risco alto) e higiene personalizada reduzem desmineralização e recidivas. Evidências: OMS recomenda <10% das calorias de açúcares livres (ideal <5%); Ministério da Saúde/ESB orienta uso diário de dentifrício fluoretado e educação alimentar no território; ADA/USPSTF e revisões Cochrane demonstram que flúor tópico e controle de açúcar reduzem incidência de cárie. Essa é uma abordagem multifatorial e factível no PSF.
Por que funciona? - Menos açúcar → menos queda crítica de pH. - Mais saliva → maior capacidade tampão e aporte de cálcio/fosfato. - Flúor → inibe desmineralização, acelera remineralização e torna a apatita mais resistente (fluorapatita). - Higiene individualizada → quebra o biofilme e direciona recursos conforme risco.
Análise das incorretas
A – “Aplicar sal nas áreas cervicais e substituir escovação”: não há base científica para tamponamento tópico com sal de cozinha; pode irritar mucosa e não remove biofilme. Substituir a escovação contraria diretrizes (MS/ESB, ADA). O controle mecânico do biofilme com dentifrício fluoretado é pilar preventivo.
C – “Esterilizar a boca com antimicrobianos potentes, sem periodicidade”: a cavidade oral não deve ser estéril; saúde bucal depende de um microbioma equilibrado (Hipótese Ecológica da Placa). Uso indiscriminado de antissépticos/antibióticos favorece resistência, disbiose e efeitos adversos. Clorexidina tem indicações restritas, não substitui flúor nem educação em saúde (MS, ADA, Cochrane).
D – “Confiar na autorregulação salivar e dispensar dieta/fluoretação”: a saliva ajuda, mas não compensa alta frequência de açúcar. Ignorar dentifrício fluoretado vai contra as recomendações centrais de prevenção (OMS; Ministério da Saúde/ESB; ADA), reduzindo a remineralização e aumentando risco de lesões ativas.
Estrategia de prova: No contexto do PSF, prefira alternativas que: 1) sejam educativas e preventivas; 2) atuem em múltiplos fatores (dieta, biofilme, flúor, saliva); 3) tenham base em diretrizes (OMS, MS/ESB, ADA). Desconfie de propostas milagrosas (esterilização) ou que substituem escovação/flúor.
Referências-chave: OMS – Diretriz de açúcares livres; Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica Saúde Bucal; ADA/USPSTF – prevenção de cárie com flúor; Cochrane – efetividade de verniz/dentifrício fluoretado.
Gabarito: B.
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