Abordagens preventivas e clínicas em odontopediatria inclue...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo comportamental e clínico em odontopediatria para crianças com múltiplas cáries e alto nível de ansiedade. O foco é combinar comunicação adequada, controle da dor e participação familiar para garantir atendimento seguro e efetivo.
Alternativa correta (B) – Justificativa: Estratégias como comunicação gradativa (ex.: técnica Tell–Show–Do), dessensibilização e condicionamento comportamental, associadas a anestesia local eficaz e apresentação lúdica dos instrumentos, com envolvimento dos pais, são as recomendações de primeira linha. Essas medidas reduzem medo, controlam dor e constroem confiança, tornando o tratamento mais seguro. Diretrizes da AAPD – Behavior Guidance for the Pediatric Dental Patient e do Ministério da Saúde (Atenção em Saúde Bucal) apoiam: visitas curtas e graduais, reforço positivo, distração, analgesia e anestesia adequadas, e participação parental planejada. Em casos de muita ansiedade e necessidade extensa, pode-se associar técnicas minimamente invasivas (ex.: ART, SDF) e considerar sedação apenas com critérios e consentimento.
Análise das alternativas incorretas:
A – Contenção física restritiva como primeira escolha e sessões prolongadas aumentam medo, risco de trauma psicológico e fadiga. A estabilização protetiva só é indicada em situações específicas, por tempo mínimo, com consentimento e nunca substitui o manejo comportamental nem o controle da dor (AAPD, 2024). Sessão única longa é contraproducente para crianças ansiosas.
C – Antibiótico profilático para cárie não complicada é incorreto. Cárie é doença biofilme-ácido dependente; o manejo é local (remoção do biofilme, selamento, restauração, flúor). Antibióticos só em sinais de disseminação/infeção sistêmica (celulite, febre) conforme AAPD/ADA e Ministério da Saúde. Prescrição indiscriminada aumenta resistência microbiana.
D – Confiar apenas em “explicações racionais” ignora o desenvolvimento cognitivo e emocional infantil. Crianças ansiosas respondem melhor a técnicas comportamentais (Tell–Show–Do, modelagem, distração, reforço positivo) e ao controle adequado da dor. Comunicação empática e apropriada à idade é essencial.
Estratégia de prova: Busque termos-chave como gradual, dessensibilização, anestesia eficaz, lúdico e envolvimento dos pais. Desconfie de propostas de força/longas sessões, antibioticoterapia sem indicação ou explicação puramente lógica.
Referências essenciais: AAPD. Behavior Guidance for the Pediatric Dental Patient (2024); AAPD. Use of Local Anesthesia for Pediatric Dental Patients; Ministério da Saúde – Atenção em Saúde Bucal na APS; WHO. Ending Childhood Dental Caries (2019); abordagens minimamente invasivas (ART/SDF).
Gabarito: B
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