Para diminuir a incidência de doença periodontal em comunid...
Gabarito comentado
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Tema central: integração da Periodontia com a vigilância epidemiológica na Atenção Primária (ESF/PSF) para reduzir a incidência de doença periodontal. Isso exige identificar riscos na população, monitorar indicadores (placa e sangramento), ofertar prevenção e cuidado oportuno, e encaminhar casos complexos.
Alternativa correta: B — Está alinhada às diretrizes da Atenção Básica do Ministério da Saúde (Política Nacional de Saúde Bucal) e a recomendações internacionais (WHO/CPI; EFP/AAP). A pesquisa epidemiológica de placa e sangramento gengival (p.ex., Índice de Placa, BOP, PSR/CPI) permite mapear risco e planejar ações. O aconselhamento em higiene bucal e dieta (redução de açúcares, técnicas de escovação, fio/interdental) é a base da prevenção primária. Casos com bolsas ≥5–6 mm, perda de inserção clínica e mobilidade devem ser referenciados para Periodontia, cumprindo os protocolos da Saúde do Adulto. Evidência: EFP S3 Guidelines (2020–2023) e “Caderno de Atenção Básica: Saúde Bucal” sustentam rastreamento, educação em saúde, controle de biofilme e estratificação de risco (tabagismo, diabetes).
Por que as demais estão incorretas?
A — “Direcionar todo investimento à prótese fixa” ignora o princípio de prevenção e controle de fatores etiológicos (biofilme, cálculo, tabaco, controle glicêmico). Prótese não reduz incidência de periodontite e ainda pode falhar sem controle periodontal. Diretrizes do MS e WHO priorizam prevenção e cuidado baseado em risco.
C — “Raspagem em massa sem avaliação” contraria a boa prática. É obrigatório exame periodontal (PSR/CPI, profundidade de sondagem, BOP, perda de inserção; radiografia quando indicada) e estratificação de risco para indicar raspagem/alisamento radicular. Intervenções “cegas” elevam custos, podem gerar danos e não focam quem mais precisa. EFP/AAP reforçam abordagem faseada e individualizada.
D — “Periodontite se resolve sozinha” é falso. Trata-se de doença crônica inflamatória induzida por biofilme disbiótico, modulada por fatores sistêmicos (diabetes, tabagismo), que não regride espontaneamente. Requer controle de biofilme, terapia periodontal e vigilância populacional para reduzir incidência e recidiva.
Dicas para a prova: busque palavras-chave como rastreamento, indicadores epidemiológicos, educação em saúde, estratificação de risco e referência. Desconfie de propostas que negligenciam prevenção, padronizam “tratamento em massa” sem avaliação, ou negam a necessidade de vigilância.
Referências úteis: Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Saúde Bucal; WHO – Oral Health Surveys: Basic Methods (CPI/PSR); EFP S3-level Clinical Practice Guideline; Classificação AAP/EFP 2018 da doença periodontal.
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