Dentes tratados endodonticamente podem exigir retratamento ...

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Q3293142 Odontologia
Dentes tratados endodonticamente podem exigir retratamento quando há persistência de microrganismos ou falhas na obturação do canal. Marque a alternativa CORRETA a respeito do retratamento endodôntico em dentes com lesão periapical crônica.
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Tema central: Retratamento endodôntico em dentes com lesão periapical crônica, que geralmente decorre de infecção intrarradicular persistente (biofilme residual) ou recontaminação por falhas de selamento. O objetivo é eliminar microrganismos e selar tridimensionalmente o sistema de canais.

Raciocínio clínico (conduta-padrão): O retratamento consiste em: remoção completa do material obturador prévio (guta-percha/sealer), limpeza e modelagem ampla com irrigação ativa (hipoclorito de sódio 1–5,25% e EDTA 17%), eventual medicação intracanal (ex.: hidróxido de cálcio) para reduzir carga microbiana, e reobturação seguida de selamento coronário adequado. Em casos selecionados, a tomografia (CBCT) ajuda a identificar canais não tratados, perfurações ou fraturas.

Alternativa correta: C — Está alinhada às diretrizes da ESE (European Society of Endodontology, Quality Guidelines) e da AAE: retratamento eficaz requer remoção do material, quimiomecânica rigorosa com irrigantes complementares e eventual medicação intracanal, culminando em selamento. Evidências (Siqueira & Rôças; Cohen’s Pathways of the Pulp) mostram maior taxa de cicatrização quando se reduz a carga microbiana e se restabelece o selamento tridimensional.

Por que as demais estão incorretas?

A — Afirmar que é preciso remover toda a coroa é um absolutismo incorreto. Na maioria dos casos, um acesso coronário convencional permite remover guta-percha com solventes, calor, ultrassom e limas NiTi de retratamento, preservando estrutura dental. Remoção da coroa só é indicada quando a restauração impede o acesso, há infiltração extensa ou necessidade de remoção de pino/fratura oculta.

BSensibilidade pulsátil isolada, sem sinais radiográficos ou clínicos de falha (ex.: lesão apical, fístula, dor à percussão, infiltração coronária), não indica retratamento por si só. É obrigatório investigar oclusão, trinca coronária, periodonto e restauração. O diagnóstico deve integrar anamnese, testes clínicos, radiografias/CBCT.

DExtração com implante imediato não é primeira escolha. Dentes com periapicopatia têm altas taxas de sucesso após retratamento quando a causa é controlada. Diretrizes da AAE/ESE priorizam a preservação do dente; implante é alternativa quando o dente é irrestaurável ou há fratura vertical.

Pegadinhas e estratégias: Desconfie de termos como “apenas” ou “inviabiliza”. Busque a opção que descreve a sequência técnico-científica: retirar material obturador → irrigação/ativação → possível hidróxido de cálcio → reobturar → selar coronariamente.

Referências essenciais: ESE Quality Guidelines for Endodontic Treatment (2019/2021); AAE Position Statements (Retreatment/Preservation of the Natural Tooth); Siqueira & Rôças – Intraradicular infection and endodontic treatment outcomes; Cohen’s Pathways of the Pulp.

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