De uma perspectiva psicanalítica, a entrevista lúdica diagn...

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Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: SES-PB Prova: VUNESP - 2021 - SES-PB - Psicólogo |
Q4372135 Psicologia
De uma perspectiva psicanalítica, a entrevista lúdica diagnóstica pode revelar elementos fundamentais para avaliar o nível geral de organização da criança em relação a diferentes dimensões de seu desenvolvimento. Durante a realização de uma hora lúdica com um garoto de oito anos, a constatação de
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O dado decisivo é a perturbação súbita durante o desenvolvimento de um tema simbólico; como pode sinalizar aumento de ansiedade, sustenta a alternativa C.

Tema central: Ansiedade na entrevista lúdica
Análise das alternativas
A
Errada
A discrepância entre o tema abordado e o afeto manifestado não é um indicador específico de comprometimento neurológico. A alternativa atribui uma origem ao comportamento sem fundamento suficiente: essa observação precisa ser integrada aos demais dados do psicodiagnóstico e, isoladamente, não comprova nem exclui alteração neurológica.
B
Errada
Negociar com base na lógica não equivale a manipular ou controlar. Essa habilidade pode expressar reconhecimento dos limites, do interlocutor e da realidade compartilhada. O erro é transformar um recurso potencialmente adaptativo em tendência patológica sem outros elementos que sustentem essa interpretação.
C
Certa
A alternativa C está correta porque relaciona a perturbação do brincar ao efeito de conteúdos que mobilizam ansiedade. Conforme os critérios de análise da hora de jogo apresentados por Ocampo, Arzeno e Piccolo, a emergência desses conteúdos pode desencadear defesas imediatas, restringindo a expressão da fantasia e abreviando a sequência simbólica. Assim, a ruptura permite reconhecer um possível incremento de ansiedade, sem identificar um transtorno ou um conflito específico. Trata-se de um indicador clínico: não significa que toda interrupção do brincar necessariamente tenha essa causa.
D
Errada
Mudanças de humor ao longo da entrevista não demonstram, por si mesmas, descontrole afetivo ou impulsividade. Para interpretar essas variações, é necessário considerar sua intensidade, sua adequação à situação e os comportamentos associados. A alternativa confunde variação afetiva com falha de regulação, sem apresentar os elementos necessários para essa conclusão.
E
Errada
A ausência de brincar acompanhada de bloqueio do diálogo exige investigação de seu significado no contexto da avaliação. Não pode ser automaticamente considerada uma inibição esperada diante de alguém estranho. O erro é normalizar o bloqueio sem avaliação contextual; isso também não autoriza concluir, no sentido oposto, que exista necessariamente uma psicopatologia.
Pegadinha da questão
A questão explora a passagem indevida da observação à conclusão: patologiza a negociação lógica e a variação de humor, atribui causa neurológica a uma discrepância e normaliza um bloqueio comunicativo. A distinção é entre interpretar um indicador e tratá-lo como prova suficiente de uma condição.
Dica para questões semelhantes
  • Na análise da hora lúdica, observe a relação temporal entre o conteúdo desenvolvido e a mudança no brincar: a ruptura durante um tema é relevante para investigar o que foi mobilizado naquele momento.
  • Antes de aceitar uma conclusão clínica, confira se os dados sustentam apenas um sinal a investigar ou uma afirmação sobre causa, diagnóstico ou normalidade; estas últimas exigem confronto com outras informações do psicodiagnóstico.

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