A respeito da hipertensão na ...

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Q3616155 Medicina
A respeito da hipertensão na gestação, leia as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva mais grave, caracterizada por pressão arterial elevada e proteinúria após a 20ª semana de gestação.
(__)A síndrome HELLP é uma complicação da pré-eclâmpsia que envolve problemas no fígado e contagem baixa de plaquetas.
(__)Mulheres com história anterior de hipertensão, obesidade, diabetes, gestações múltiplas e idade avançada têm maior risco de desenvolver hipertensão gestacional.
(__)A hipertensão na gestação pode causar restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e complicações para a mãe, como eclâmpsia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas

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Tema central: Transtornos hipertensivos da gestação (hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP), seus critérios diagnósticos, fatores de risco e complicações materno-fetais.

Gabarito: Alternativa B — V – V – V – V.

Justificativas dos itens

1) Pré-eclâmpsia: Verdadeiro. Clássica após 20 semanas, com PA ≥140/90 em duas medidas e proteinúria (≥300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥0,3). Atenção de prova: segundo ACOG/Febrasgo, pode ser diagnosticada sem proteinúria se houver sinais de gravidade (plaquetopenia, TGO/TGP elevadas, creatinina elevada, edema pulmonar, cefaleia/escotomas). A assertiva usa a definição tradicional, portanto é V.

2) Síndrome HELLP: Verdadeiro. É complicação da pré-eclâmpsia: Hemólise, ELevated Liver enzymes (TGO/TGP), Low Platelets (<100.000). Envolve lesão hepática e plaquetopenia. Pode ocorrer com hipertensão discreta ou mesmo ausente, mas mantém vínculo com o espectro da pré-eclâmpsia.

3) Fatores de risco: Verdadeiro. Hipertensão crônica, obesidade, diabetes, gestação múltipla e idade materna avançada aumentam o risco de hipertensão gestacional/pré-eclâmpsia (ACOG PB 222; Febrasgo).

4) Desfechos: Verdadeiro. A hipertensão na gestação pode causar RCIU e prematuridade por insuficiência útero-placentária; para a mãe, risco de eclâmpsia, DPP, IRA, edema pulmonar e AVE.

Por que as outras alternativas estão erradas?

A (V–F–V–V): erra o 2º item, que é verdadeiro (HELLP envolve fígado e plaquetas baixas).

C (F–F–V–F): erra o 1º e 2º itens (ambos verdadeiros) e o 4º (também verdadeiro).

D (V–V–F–V): erra o 3º item, que é verdadeiro (são fatores de risco reconhecidos).

E (F–V–F–F): erra 1º, 3º e 4º itens, todos verdadeiros.

Estratégia de prova: Identifique palavras-chave como “após 20 semanas”, “proteinúria”, “plaquetas baixas” e “enzimas hepáticas elevadas”. Lembre que a proteinúria não é obrigatória se houver sinais de gravidade.

Diagnóstico e manejo essenciais: PA ≥140/90 após 20s sem proteinúria = hipertensão gestacional; com proteinúria ou gravidade = pré-eclâmpsia. Gravidade: PA ≥160/110, plaquetas <100 mil, TGO/TGP altas, creatinina ↑, edema pulmonar, sintomas neurológicos. Crise hipertensiva: labetalol, hidralazina ou nifedipina. Sulfato de magnésio para prevenção de convulsões na pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia. Parto é a cura definitiva; timing depende da idade gestacional e gravidade.

Referências: ACOG Practice Bulletin 222 (2020); Febrasgo – Hipertensão na gestação (2022); OMS – Recomendações para pré-eclâmpsia/eclâmpsia; UpToDate.

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